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Economia

Crise de meia idade e reformas no Brasil: confira as principais falas de Mantega em Davos

Presidente Dilma Rousseff participa de painel nesta sexta-feira no Fórum Econômico Mundial, de onde segue direto para Cuba

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SÃO PAULO – Na última quarta-feira (22) teve início o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, e a expectativa principal segue para a participação da presidente Dilma Rousseff, que vai ao evento pela primeira vez. Dilma deve falar apenas na sexta-feira, mas chegou nesta manhã à região, com mais 5 integrantes brasileiros, incluindo o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que se apresentou nesta quinta-feira (23).

Mantega participou de um painel nesta manhã com o tema “a crise de meia-idade dos BRICS”. Segundo ele a desaceleração dos países do grupo ocorre por causa da crise nos países desenvolvidos, tradicionais compradores de produtos das nações emergentes. “Não há crise de meia-idade nos BRICS, há uma crise mundial que afetou os BRICS. Houve redução da demanda internacional, do comércio exterior, o que afetou os BRICS”, afirmou o ministro. Para ele, os grandes emergentes continuarão a liderar o crescimento da economia mundial pelos próximos anos.

No painel com participação de outros líderes do grupo, Mantega afirmou que o Brasil realizará mudanças na macroeconomia que irão no sentido contrário às vistas na China. “O Brasil já tem mercado consumidor avançado, inclusão e expansão da classe média. Para ativar mercado no Brasil, falta crédito. O crédito está escasso. E o mais importante é que o investimento vai puxar o crescimento da economia brasileira”, disse o ministro.

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Ainda em Davos, Mantega afirmou que o ano de 2013 deve ter terminado com crescimento de 6,5% no investimento no Brasil. Segundo ele, essa alta de investimentos aconteceu como resultado do programa de concessões de infraestrutura e dos leilões realizados pelo governo. “Em 2014, teremos novos leilões em petróleo e gás, rodovias, energia, portos, aeroportos e ferrovias. Vamos continuar com o investimento em expansão no Brasil”, disse.

Além disso, ele afirmou que o Brasil passará a crescer em um ritmo mais veloz nos próximos anos, sendo que a média de expansão da economia será maior que a registrada nos últimos anos. Em entrevista para jornalistas, Mantega disse que o controle da inflação será sempre uma prioridade do governo, que o governo seguirá com uma política fiscal sólida e que o superávit primário a ser alcançado continuará tendo como objetivo reduzir a relação dívida líquida/PIB (Produto Interno Bruto).

Brasil bipolar
O primeiro a fazer declarações na Suíça foi Marcelo Neri, ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência e presidente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que na véspera afirmou que o Brasil talvez esteja “numa situação bipolar”, com excesso de otimismo da população e excesso de pessimismo dos empresários. 

Segundo ele, o excesso de otimismo da população pode reduzir a poupança e o esforço educacional, enquanto o excesso de pessimismo dos empresários reduz o investimento. Neri participou do Fórum em um debate sobre a ascensão da classe média no mundo.

Agenda da presidente
A participação da presidente Dilma Rousseff ocorrerá nesta sexta-feira em um painel especial, previsto para ocorrer às 11h45 (horário de Brasília). Ainda nesta data, Dilma irá se reunir com empresários que participam do Fórum, entre eles, Hakan Buskhe, presidente da empresa sueca Saab, fabricante dos caças Gripen. Vale lembrar que o governo anunciou em dezembro a compra de 36 aeronaves deste modelo para a FAB (Força Aérea Brasileira), no valor de US$ 4,5 bilhões.

A presidente vai a Davos em um esforço para tentar convencer a elite empresarial do mundo de que o Brasil ainda é um bom investimento apesar de três anos de baixo crescimento. No sábado de manhã, Dilma deixa a Suíça e viaja para Havana, em Cuba, onde participa da Celac (Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos).

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