CPI dos sanguessugas: apenas dois deputados renunciaram aos mandatos

Onze tentam postergar a abertura do processo no Conselho de Ética; uma liminar foi negada, mas três ainda serão julgadas

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SÃO PAULO – Até a meia noite da última segunda-feira, a Mesa da Câmara esteve de plantão à espera de renúncias dos deputados acusados de envolvimento na máfia dos sanguessugas, porém apenas dois abriram mão de seus mandatos.

Marcelino Fraga, do PMDB, que teria recebido R$ 35 mil do esquema, renunciou para evitar o processo de cassação. Além dele, Coriolano Sales, do PFL, também renunciou, mas sua decisão já havia sido tomada na semana passada.

Em sentido oposto, onze deputados acusados de participarem do esquema entraram com pedido no Supremo Tribunal Federal para retardar a abertura do processo no Conselho de Ética. Uma liminar já foi indeferida, mas três ainda serão julgadas.

Números e estratégia

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Com as duas renúncias, o número de processos que serão abertos no Conselho de Ética cai para 67, depois de três senadores e 69 deputados terem sido denunciados. Entre os motivos que fizeram a maioria continuar no cargo, estariam a pressão dos partidos e dos próprios denunciados.

A estratégia considera que, quanto maior o número de processos, mais difícil fica a cassação, conforme visto no caso do mensalão. Por trás desta estratégia estaria a conta de que, se cada acusado tiver o apoio de quatro colegas, o deputado sai ileso do processo de cassação.