Eleições 2020

Covas abre vantagem de 19 pontos e Boulos aparece à frente de Russomanno em São Paulo, mostra XP/Ipespe

Tucano salta 8 pontos percentuais na semana do pleito; três candidatos estão tecnicamente empatados na briga pela outra vaga para o segundo turno

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SÃO PAULO – A três dias do primeiro turno, o prefeito Bruno Covas (PSDB) ampliou a vantagem sobre seus adversários na disputa pela prefeitura de São Paulo, enquanto três candidatos brigam pela outra vaga para o segundo turno. É o que mostra a sétima rodada da pesquisa XP/Ipespe, divulgada nesta quinta-feira (12).

Segundo o levantamento, realizado entre os dias 9 e 10 de novembro, o atual prefeito paulistano conta com 34% das intenções de voto – o que corresponde a um salto de 8 pontos percentuais em apenas uma semana. Em seis semanas, o grupo de eleitores que avaliam a atual gestão na cidade como “ótima” ou “boa” foi de 29% para 38%.

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Com o último salto, o tucano ampliou a distância de 7 para 19 pontos a distância para o segundo colocado na disputa – agora o líder dos sem-teto Guilherme Boulos (PSOL), que, com 15% das intenções de voto, pela primeira vez aparece numericamente à frente do deputado federal Celso Russomanno (Republicanos).

A pesquisa mostra Russomanno incapaz de frear uma tendência de queda que já dura quatro semanas. Em 15 de outubro, o parlamentar liderava o pleito com 28% das intenções de voto. Hoje, conta com menos da metade de apoiadores: 12%.

Russomanno está numericamente atrás de Boulos, mas em situação de empate técnico. A margem de erro, de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo, também o coloca tecnicamente empatado com o ex-governador Márcio França (PSB), que manteve os 10% da semana anterior, e Arthur do Val “Mamãe Falei” (Patriota), que oscilou de 4% para 6%.

Mais atrás na disputa aparecem os candidatos Jilmar Tatto (PT), com 5%; Andrea Matarazzo (PSD) e Joice Hasselmann (PSL), ambos com 2%; Levy Fidelix (PRTB) e Orlando Silva (PC do B), com 1%. Outros candidatos não pontuaram. Votos em branco, nulos e indecisos somam 12% dos eleitores entrevistados.

Quando se contabilizam apenas os votos válidos – sem levar em consideração brancos, nulos e indecisos – Covas chega a 39%, Boulos a 18%, Russomanno a 14% e França a 11%.

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O levantamento também mostra que, no cenário espontâneo, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Bruno Covas também ampliou vantagem em relação aos adversários. O tucano agora tem 23% das intenções de voto – 4 pontos percentuais a mais do que na semana anterior.

Na sequência, aparecem Boulos, com 14% (+2 p.p.), Russomanno (-3 p.p.) e Arthur do Val (0 p.p.) – estes dois com 7% cada. O cenário espontâneo para intenções de voto mostra a solidez do apoio a cada candidato. Na prática, são votos mais difíceis de serem revertidos.

Três dias antes do primeiro turno, 31% dos entrevistados dizem que ainda podem mudar de ideia. Deste grupo, 14% acreditam que definirão o voto no dia anterior ao pleito, enquanto 33% afirmam que somente deverão bater o martelo no próprio dia de ir às urnas.

De acordo com a pesquisa, 68% escolherão o candidato de sua preferência, independentemente da percepção sobre as chances de vitória ou ida ao segundo turno. Já 12% dizem que podem deixar de votar em um candidato para evitar que outro que não gostem vença ou possa ir ao segundo turno. Outros 6% podem mudar de ideia para votar em alguém com mais chances.

A pesquisa também mostra que, entre os candidatos que disputam uma vaga para provavelmente enfrentar Covas em um possível segundo turno, Russomanno é o que tem a maior rejeição: 65% dizem que não votariam no deputado de jeito nenhum (um salto de 18 p.p. em cinco semanas), contra 52% que rejeitam Boulos e 45% que se recusam a votar em França. Líder na pesquisa, Covas tem a menor rejeição: 38%.

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Segundo turno

Nas simulações de segundo turno, o levantamento mostrou que Covas também ampliou sua vantagem em relação aos adversários nos cenários testados. O tucano derrotaria Russomanno por 58% a 21% (na semana passada o resultado era 49% a 32%), venceria Boulos por 55% a 24% (50% a 28% no levantamento anterior) e superaria França por 50% a 30% (50% a 32% na última sondagem).

Nos cenários sem o atual prefeito, Russomanno e Boulos aparecem em empate técnico, com placar de 34% a 33% a favor do deputado (na semana passada, a vantagem era de 7 pontos percentuais), e Márcio França derrotaria Russomanno por 49% a 25% (39% a 37% na última pesquisa) e Boulos por 44% a 26% (39% a 28% na semana passada).

A pesquisa ouviu 800 eleitores paulistanos nos dias 9 e 10 de novembro. As entrevistas foram conduzidas por telefone. A margem de erro máxima é de 3,5 pontos percentuais. O registro é TSE SP-02844/2020.

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