Conselho de Ética aprova pedido de cassação contra Renan Calheiros

No entanto, analistas apostam na absolvição do senador, já que a votação no plenário do Senado será secreta

SÃO PAULO – O Conselho de Ética do Senado aprovou nesta quarta-feira (5) por onze votos a quatro o relatório de Renato Casagrande e Marisa Serrano que pedia a cassação do presidente da Casa, Renan Calheiros, por quebra de decoro parlamentar.

O senador é acusado de usar recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha.

Casagrande e Serrano apontaram no relatório oito razões para que Renan perca o mandato. Entre elas, o fato do senador ter usado lobista para intermediar o pagamento da pensão e de não ter conseguido comprovar que tinha recursos suficientes para pagar o benefício.

Analistas acreditam em absolvição

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A representação contra ele foi protocolada pelo PSOL no final de maio. Desde que o processo foi instaurado, a investigação passou por várias crises, como a escolha do relator, novas acusações, validade dos documentos apresentados por Renan e a forma como o Conselho votaria o relatório.

Agora a representação deve ser votada na Comissão de Constituição e Justiça e, na próxima quarta-feira (12), no plenário da Casa. A expectativa dos analistas é de que Renan seja absolvido pelos senadores, já que a Constituição determina o voto secreto para votações de perda de mandato no plenário.