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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou, nesta quinta-feira (20), o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF).
A nomeação ainda precisa ser aprovada pelo Senado Federal, onde Messias conta com apoio expressivo da base governista e de parte da bancada evangélica.
Se aprovado, o advogado-geral, de 45 anos, poderá permanecer na Suprema Corte por até 30 anos, até completar 75 anos — idade limite para aposentadoria compulsória.
Oportunidade com segurança!
Trajetória
Messias é considerado um dos quadros mais próximos do presidente. Ele integra o núcleo jurídico do PT há mais de uma década e foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência no governo Dilma Rousseff, além de ter assessorado diretamente o então ex-presidente Lula durante o período de maior tensão da Operação Lava Jato.
Em 2016, seu nome ganhou notoriedade nacional após a divulgação de uma interceptação telefônica ilegal, na qual Dilma avisava Lula que enviaria pelo “Bessias” o termo de posse do petista como ministro da Casa Civil — episódio que lhe rendeu o apelido informal e consolidou sua imagem de lealdade dentro do grupo político lulista.
Formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Messias possui mestrado e doutorado pela Universidade de Brasília (UnB) e é procurador da Fazenda Nacional desde 2007.
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Perfil
Messias é protestante e membro da Igreja Batista, o que o aproxima de setores evangélicos do Congresso, grupo considerado estratégico para sua aprovação no Senado.
