Imprensa internacional

Com risco de intervenção militar, “Dilma deveria convocar eleições ou renunciar”, diz Guardian

O "Observer" afirma que a democracia brasileira, restabelecida em 1985, "ainda não é uma planta tão robusta que não possa ser desenraizada de novo por uma combinação de fracasso político e emergência econômica generalizados"

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SÃO PAULO – A edição dominical do jornal britânico “The Guardian”, chamada “The Observer”, faz uma defesa de que, se a presidente Dilma Rousseff não conseguir restaurar a calma, deveria convocar novas eleições ou renunciar. “Uma das preocupações óbvias é que esses protestos, se não controlados, podem resultar em violência generalizada com risco de intervenção militar”, diz o jornal em editorial deste domingo.

O “Observer” afirma que a democracia brasileira, restabelecida em 1985, “ainda não é uma planta tão robusta que não possa ser desenraizada de novo por uma combinação de fracasso político e emergência econômica generalizados”.

O Brasil, segundo o jornal, é o mais novo exemplo da reversão da “guinada à esquerda” na América Latina. Outros governos de esquerda da América Latina têm problemas, como a Venezuela, cujo governo está “de joelhos”, afirma. “Como o Brasil mostra, líderes da esquerda cometeram muitos erros. Mas não é a ideologia que é rejeitada – é a sua incompetência e ilegalidade”.

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“O Brasil mostra que os líderes da esquerda cometeram muitos erros. Mas não é sua ideologia que é rejeitada e, sim, sua incompetência e ilegalidades”, cita a publicação. 

O jornal ainda destaca que os escândalos de corrupção atingem “Dilma, Lula, líderes da oposição e muito do establishment do país”, incluindo “cerca de um quarto dos membros do Congresso”, sendo acompanhados de crise na economia. O jornal lembra que, “como exportador líder de commodities como açúcar, carne, café, tabaco e soja, [a economia brasileira] foi desproporcionalmente atingida pela queda na demanda global hoje em curso” Mas, ao citar políticas intervencionistas do primeiro mandato do governo Dilma,  afirma que o sofrimento brasileiro foi também autoinfligido.

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