Manifestações em foco

Com quem está a chave para o futuro político de Dilma, segundo a Bloomberg

Conforme destaca o colunista Raymond Colitt, após os eventos da última semana, simpatizantes e opositores do governo começaram uma mobilização na corrida para galvanizar a opinião pública

SÃO PAULO – Em artigo divulgado no último domingo, a Bloomberg destacou que as ruas podem ser a chave para o futuro político da presidente Dilma Rousseff, em meio à proximidade das manifestações populares contra e a favor do governo e após o mais recente capítulo da Lava Jato ampliar as tensões no Brasil. 

Conforme destaca o colunista Raymond Colitt, após a Polícia Federal colher depoimento de Lula na sexta-feira com base em supostas alegações de recebimento de benefícios em troca de favores, simpatizantes e opositores do governo começaram uma mobilização na corrida para galvanizar a opinião pública, lembrando que os dois lados já protagonizaram confrontos isolados e estão planejando demonstrações de grande porte nos próximos dias.

A Bloomberg destaca que, de bares a estádios de futebol até nas redes sociais, a notícia de que figura política mais emblemáticos do Brasil foi levada em custódia pela polícia pegou os nervos expostos de uma sociedade esgarçada por um escândalo de corrupção que se estende há dois anos e também pela pior recessão em um século.

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Conforme destacou Gabriel Petrus, analista político da empresa de consultoria para negócios Barral M Jorge em entrevista a Bloomberg, a ebulição do sentimento público, que corre o risco de se tornar violenta, pode colocar um ponto final nos meses de impasse no Congresso sobre o impeachment de Dilma. “Vai ser um julgamento nas ruas com o povo como juiz e os congressistas terão de escutar”, disse Petrus. “As próximas duas semanas serão decisivas para se medir o balanço a favor ou contra Dilma”.

Enquanto isso, os manifestantes pró-governo também vão às ruas. “Eles ultrapassaram a linha. Vamos tomar as ruas”, disse o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), ao comentar a condução coercitiva de Lula. 

A Bloomberg ressalta que o processo de impeachment da presidente está se arrastando, mas tudo pode mudar a partir das manifestações. 

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