Operação Lava Jato

Casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura se contradiz em delação

Conforme chama atenção a colunista Mônica Bergamo, não há concordância nas declarações quanto a um suposto aviso de Dilma ao casal de que seriam presos

SÃO PAULO – Em delação premiada pela operação Lava Jato, divulgada na íntegra pela imprensa ao final da última semana, o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura não coincide no relato de como foi avisado de que seria preso. Conforme chama atenção a colunista da Folha de S. Paulo Mônica Bergamo, Mônica Moura disse que a ex-presidente Dilma Rousseff, além do e-mail cifrado, telefonou a João Santana na noite “do dia 20 ou 21 de fevereiro” — ou seja, pouco antes da prisão, que ocorreu no dia 23 do mesmo mês.

Segundo Mônica Moura, “fomos avisados que foi visto um mandado de prisão assinado contra a gente”. Já o marqueteiro contou que, depois do e-mail da ex-presidente, “deduziu” que “já havia medida cautelar” tomada contra o casal. Ele diz, porém, que nunca veio alerta direto de ninguém do governo. “Nós soubemos pelas notícias, eu soube de madrugada, vi pelas câmeras”, afirmou.

Ainda de acordo com a colunista da Folha de S. Paulo, o advogado Alberto Toron, que já advogava Dilma no caso em que ela é acusada de obstrução de Justiça ao nomear o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ministro, assumiu a defesa da petista também no caso em que é acusada de avisar o casal de marqueteiros de que seriam presos na Lava Jato.

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