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Reação a Lava Jato

Cartilha do PT ataca Moro, Gilmar e diz que Lava Jato difunde mentiras para eliminar partido

Direção do PT distribuirá a partir desta quarta-feira um documento que mostra a mais forte reação do partido em relação às denúncias de corrupção contra seus integrantes no âmbito da Lava Jato

SÃO PAULO – Segundo informações dos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo, a direção do PT distribuirá a partir desta quarta-feira um documento que mostra a mais forte reação do partido em relação às denúncias de corrupção contra seus integrantes no âmbito da Operação Lava Jato. 

Serão distribuídas milhares de cópias de uma cartilha em que acusa a força-tarefa da Lava Jato,  o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e setores da imprensa de agirem deliberadamente, com base em “mentiras”, para “eliminar o partido da vida política brasileira”. Além disso, o nome do juiz federal Sergio Moro é citado 19 vezes no documento de 34 páginas. 

O texto diz Que “o juiz Sergio Moro e sua ‘equipe’ de delegados da PF e procuradores do MPF [Ministério Público Federal] do Paraná fazem de tudo (até mesmo anistiar criminosos confessos) para atingir o PT”.

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O documento, chamado  “Em defesa do PT, da verdade e da democracia”, faz relação das conquistas do partido nos 12 anos de poder, inclusive na área do combate à corrupção”, e traça um cenário do que chama de campanha para criminalizar o partido, dirigentes e o seu maior expoente: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Gilmar Mendes é citado quatro vezes no documento: “As manobras e declarações antipetistas de Mendes, incompatíveis com a imparcialidade e o recato exigidos de um juiz, não são capazes de mudar a realidade: quem escancarou a influência do poder econômico na vida política brasileira foi o governo do PSDB, o mesmo que corrompeu o Congresso para introduzir a reeleição”, diz.

Conforme a cartilha, “desde a campanha eleitoral de 2014 adversários escolheram as investigações da Operação Lava Jato para insistir em criminalizar o partido”.

O documento recorre a fatos históricos para falar sobre a tentativa de criminalização do partido, como o caso de Leme (SP), em 1986, em que um delegado acusou falsamente petistas de atirarem contra trabalhadores rurais, e o sequestro do empresário Abílio Diniz, quando a polícia de São Paulo obrigou os sequestradores a vestirem camisetas do partido, às vésperas da eleição de 1989. 

Vale destacar que a cartilha foi elaborada antes de ser noticiado pelo jornal O Estado de S. Paulo que os procuradores da Lava Jato devem acionar judicialmente os partidos envolvidos no esquema de desvios da Petrobras para cobrar o ressarcimento dos valores desviados. Porém, a cartilha incluiu na publicação tabelas mostrando valores de doações de empresas investigadas pela Lava Jato ao PSDB.

O PT aponta que as 17 empreiteiras investigadas na Lava Jato doaram R$ 619 milhões ao PT e à campanha da presidente Dilma Rousseff e R$ 601 milhões ao PSDB e à campanha de Aécio Neves para a presidência em 2014. “Se a origem das doações é a mesma, por que criminalizar apenas as contribuições ao PT?”, questiona o documento.

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