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Braskem: parceria com estatal venezuelana traz maiores riscos ou é positiva?

Apesar do alto risco político, acordo com a venezuelana Pequiven foi visto com bons olhos pela Ativa e pelo banco Banif

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SÃO PAULO – O anúncio da parceria entre a Braskem e a empresa venezuelana Pequiven parece ter agradado aos analistas da Ativa Corretora e do banco Banif. Ambas as instituições afirmaram em relatórios que a operação, apesar dos riscos políticos, é positiva e não deve afetar a empresa brasileira.

Na última segunda-feira, a Braskem anunciou a criação de duas joint ventures com a Pequiven, com participações iguais para as empresas, para desenvolver e implantar na Venezuela um moderno e competitivo projeto petroquímico integrado, no Complexo de Jose. O investimento total é estimado em US$ 3 bilhões.

Um dos projetos é um craker de etano a partir de gás natural com capacidade de 1,3 milhão de toneladas ao ano, com previsão de início de operação no final de 2011. O segundo projeto é uma planta de polipropileno com capacidade de 450 mil toneladas ao ano, com previsão para entrar em operação no final de 2009.

Negócio garante expansão

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De acordo com os analistas da Ativa e do Banif, a operação realizada na última segunda-feira junto à Pequiven garantiu a continuidade do processo de internacionalização da Braskem.

Além disso, os analistas da Ativa destacaram que a associação à empresa venezuelana permitirá a Braskem ter acesso à matéria-prima em larga escala de produção, além de tecnologia, o que deve resultar em custos de produção mais competitivos. “A parceria também dará acesso mais competitivo a outros mercados, como América do Norte e Europa”, completaram.

A recomendação do Banif para as ADRS (American Depositary Receipt) da Braskem é de compra, com um preço-alvo fixado em US$ 17,30 para 31 de dezembro de 2007, o que corresponde a um potencial de valorização na ordem de 17%.