Brasil é um dos mais resilientes em relação a turbulências externas, diz secretário da Fazenda

Segundo Guilherme Mello, país tem conseguido sustentar um ritmo de crescimento "bastante razoável", ao mesmo tempo em que observa queda na inflação

Estadão Conteúdo

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello (Foto: Washington Costa/MF)

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O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, afirmou que o Brasil figura como um dos países mais “resilientes” ao cenário de turbulência na economia global, o que ele classificou como uma novidade, ressaltando a “resiliência” e “estabilidade” do País nesse contexto. Para o secretário, isso reflete uma confiança no Brasil e certa “estabilização” do ambiente macroeconômico.

“A economia brasileira foi menos afetada pelas incertezas no ambiente internacional que vários de seus pares. Aqui é novidade. Brasil costumeiramente é muito influenciado pelos ciclos de liquidez internacional, e possui algumas métricas como taxa de câmbio, curva de juros, muito elástica ao ciclo internacional. Não foi o feito desta feita, porque o País figura como um dos países mais resilientes a essas turbulências”, disse em coletiva sobre o novo Boletim Macrofiscal da SPE.

Mello destacou que o Brasil tem conseguido sustentar um ritmo de crescimento “bastante razoável”, ao mesmo tempo em que observa uma queda na inflação, que se aproxima mais da meta. “Isso muito antes de seus pares e de países desenvolvidos. Tanto que nossa política monetária já está em processo de flexibilização, e apresentamos ganhos na bolsa, queda da curva de juros, nos prêmios de risco, com volatilidade cambial bastante modesta”, disse.

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O secretário ainda comentou que, embora existam riscos de novos choques internacionais, ligados, por exemplo, ao preço das commodities e do petróleo, ou às mudanças climáticas, existe uma tendência de desaceleração da atividade na maior parte do mundo, o que contribui para um índice de preços mais moderado. “Então é muito provável ver no ano que vem taxas nos países mais próximas de suas metas”, concluiu.

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