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Bolsonaro na ONU, Previdência e PIB dos EUA: o que você precisa acompanhar na próxima semana

Tudo que o investidor precisa saber antes de operar na próxima semana

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(Marcos Corrêa/PR)

SÃO PAULO – Apesar de uma semana bastante agitada, o Ibovespa conseguiu registrar ganhos de cerca de 1%, dando um clima de alívio na sexta-feira (20). Apesar disso, o mercado se prepara para uma agenda bastante forte nos próximos dias, com diversos dados econômicos, além da reforma da Previdência e a ida do presidente Jair Bolsonaro à Organização das Nações Unidas (ONU).

No campo político, atenção especial para a votação da reforma da Previdência em primeiro turno no Senado, na terça-feira (24). A expectativa é que o segundo turno ocorra no dia 10 de outubro. Analistas acreditam que o texto não deve ter problemas por conta da operação da Polícia Federal que teve como alvo o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho.

Já na quarta-feira (25) ocorre a sabatina de Augusto Aras para o cargo de Procurador-geral da República. O advogado deverá ser questionado pelos senadores sobre temas polêmicos como independência da operação Lava Jato e para tratar de assuntos que envolvam membros do Executivo, questões ambientais e pauta de costumes.

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Ainda no campo político, o Brasil ficará atento à ida de Bolsonaro a Nova York, onde participará da abertura da 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), na terça-feira (24). O porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, confirmou que Bolsonaro viaja na segunda-feira (23).

O presidente tem encontro confirmado com o secretário-geral da ONU, António Guterres, na terça, mesma data de seu pronunciamento, que deve focar bastante nas questões ambientais. Não estão previstos encontros bilaterais com outros chefes de Estado. O presidente embarca de volta ao Brasil no mesmo dia.

Agenda de indicadores

No calendário brasileiro, os investidores ficam atentos, na terça, à ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que na última quarta cortou a Selic em 0,50 ponto percentual e sinalizou que deve seguir o ciclo de redução dos juros. Na quinta é a vez do Relatório Trimestral de Inflação.

Juntos, estes dois documentos devem trazer mais sinalizações para os investidores sobre os próximos passos do Banco Central em relação aos juros. Após a decisão do Copom, a XP Investimentos cortou sua projeção para Selic para 4,5% no fim deste ano.

A agenda de indicadores no Brasil também tem potencial de impacto no mercado, especialmente nos juros futuros. A Pesquisa Focus será relevante para checar projeções de Selic, inflação, dólar e PIB após o Copom. Na terça-feira, sai ainda o IPCA-15 de setembro – considerado uma prévia da inflação -, com estimativa mediana de 0,08%, segundo dados da Bloomberg.

No exterior, vários diretores do Federal Reserve irão discursar, como James Bullard (St. Louis) e Charles Evans (Chicago). Nos Estados Unidos, ainda saem indicadores de pedidos de bens duráveis e, em especial, do Produto Interno Bruto (PIB).

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Atenção ainda para as falas do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, dias 23 e 26, e de Haruhiko Kuroda, chairman do Banco do Japão, dias 24 e 26. O mercado também acompanha de perto os preparativos dos representantes comerciais dos EUA e China para retomadas das negociações comerciais em outubro.

Clique aqui e confira a agenda completa de indicadores.

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