Eleições 2018

Bolsonaro entra com pedido contra candidatura de Lula à presidência

No documento, candidato do PSL diz que "é de conhecimento geral" a condenação de Lula e que "restou comprovado" que ele "participou de um grande esquema de corrupção"

SÃO PAULO – O deputado federal Jair Bolsonaro, candidato à presidência pelo PSL, entrou, nesta quinta-feira (16), com um questionamento junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto. Diz o documento que “é de conhecimento geral” a condenação de Lula e que “restou comprovado” que ele “participou de um grande esquema de corrupção”.

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Conforme noticia o portal UOL, Bolsonaro, por meio de seus advogados, diz que “não se desconhece o clamor popular que desperta a candidatura ora impugnada”. “E, muito menos, o fato de que o candidato em questão, com o apoio dos seus seguidores, vem adotando uma postura de vítima de um sistema judicial que considera parcial e perseguidor, levantando dúvidas acerca da legitimidade do processo que culminou com a sua condenação, bem como da inviabilidade da candidatura ora impugnada”.

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Preso há quatro meses após ser condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em segunda instância, Lula teve sua candidatura à presidência registrada na tarde de ontem junto ao TSE. Agora, a defesa do líder petista inicia uma batalha jurídica para tentar obter o deferimento do pedido, cujas chances são minoritárias em função da aplicação da Lei da Ficha Limpa. Outros candidatos, partidos, coligações e o Ministério Público têm o direito de, em um prazo de até cinco dias da publicação das candidaturas em edital, entrar com impugnação.

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Lula lidera as pesquisas de intenção de voto para a corrida presidencial. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas entre 9 e 13 de agosto, ele tem apoio de 30,8% dos eleitores, seguido por Bolsonaro, com 22%. Quando o nome do petista é excluído das avaliações, o deputado herda a liderança com 23,9% das intenções de voto, 10,7 pontos percentuais a mais que a segunda colocada, a ex-senadora Marina Silva (Rede).