Pré-candidato

Bolsonaro diz que não votará a favor da reforma da Previdência em fevereiro

"Essa que estão propondo aí, repito, não será aprovada, não contará com meu apoio e ainda dará munição para a esquerda crescer nas eleições", disse ele na sexta em entrevista ao  RedeTV News

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SÃO PAULO – Em entrevista na última sexta-feira (12) ao RedeTV News, o deputado e pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro afirmou que, como está, a reforma da Previdência não será aprovada e reafirmou que não votará favoravelmente à sua aprovação, que tem votação estimada para a semana de 19 de fevereiro. 

“Eu não posso simplesmente levar à miséria os aposentados no futuro, ou praticamente impedi-los de aposentar por uma exigência do mercado financeiro”, disse. “Essa que estão propondo aí, repito, não será aprovada, não contará com meu apoio e ainda dará munição para a esquerda crescer nas eleições”.

Considerado de extrema direita, ele ainda defendeu que os outros pré-candidatos são “muito parecidos” e criticou o ministro da Fazenda Henrique Meirelles (PSD). “O que esperar se é o homem da economia e a economia afundou? Esperar o que dele? E ainda reclamam de mim, que eu não entendo de economia, quem entende é ele”, disse ele. “Eu acho que esse pessoal do centro vai ter que esperar uns quatro anos para tentar alguma coisa, com todo o respeito que tenho por eles”, afirmou, dizendo que Rodrigo Maia (DEM-RJ) tem “grande futuro”. 

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Bolsonaro também defendeu a privatização da Petrobras, desde que o governo mantenha uma golden share, ação com poder de veto, na companhia petroleira. “De acordo com o modelo de privatização da Petrobras, você pode ser favorável a isso”, afirmou o parlamentar. Além da golden share, ele disse que é importante observar a origem do capital de quem assumirá o controle da estatal. 

O deputado, que admite ter pouco conhecimento de economia, disse que o economista Paulo Guedes, seu assessor na área, será o “artífice” das propostas econômicas em sua plataforma de governo. “Perguntei a ele se dá para diminuir a dívida interna sem aumentar impostos e mantendo o tripé econômico. Ele disse que é possível. Tem que confiar nele, tem que botar alguém que entende do assunto”, assinalou o segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto a presidente da República.

Apesar do pouco tempo que deverá ter no horário eleitoral na televisão, o deputado mostrou confiança de que chegará ao segundo turno, quando os tempos dos dois candidatos se equivalem. “Podemos fazer a diferença nas eleições. Temos certeza que vamos ao segundo turno”.

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