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Bolsonaro busca estratégia para vencer no 1º turno, Alckmin comemora crítica de Temer: as notícias da política

Confira as principais notícias da política desta quinta-feira (6)

SÃO PAULO – O Ibope é o grande destaque do noticiário político, mostrando Jair Bolsonaro (PSL) na liderança com 22% nos cenários de primeiro turno, mas também uma disparada de sua rejeição, de 37% para 44%. Além disso, nas simulações de segundo turno, o candidato do PSL perde em praticamente todos os cenários de segundo turno e empatando numericamente com Fernando Haddad (PT).

Consciente dessas dificuldades, a campanha de Bolsonaro estuda meios para sensibilizar os eleitores que não votarão nele a votarem em branco/nulo para que, assim, decidam a eleição no primeiro turno (o que parece altamente improvável). 

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Enquanto Bolsonaro segue na liderança, mas sofre com a alta rejeição, Geraldo Alckmin ainda batalha para subir nas pesquisas e tem como uma das suas principais estratégias o horário eleitoral, em que critica tanto o deputado do PSL, quanto Dilma Rousseff e Michel Temer. 

Com os ataques deflagrados, Temer divulgou um vídeo em que fez fortes críticas ao candidato Geraldo Alckmin (PSDB). No primeiro vídeo, Temer acusa o ex-governador de São Paulo de falso. 

“Geraldo Alckmin, candidato a presidente da República, me dirijo a você pelas falsidades que você tem colocado no seu programa eleitoral, e eu não posso silenciar em homenagem ao povo brasileiro”, diz Temer. 

A partir disso, Temer apresenta uma sequência de ministros de seu governo que são de partidos que apoiam a candidatura do tucano, como as pastas da Saúde, Indústria e Trabalho, temas que vem sendo alvo de críticas de Alckmin. “Se você vier a ganhar a eleição, essa base será a sua base governamental”, disse. O MDB, partido de Temer, lançou o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles como candidato à Presidência.

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Porém, ao contrário do que poderia parecer, a campanha de Alckmin comemorou o vídeo em que Temer ataca diretamente o candidato, dizendo que isso ajuda a reforçar a estratégia de dissociar a imagem dos dois, aponta a Coluna do Estadão. Publicamente, o tucano criticou o presidente na manhã desta quinta-feira, dizendo que o presidente “não tem liderança nem legitimidade”. “Eu não votei no Temer, ele era da chapa da Dilma. Houve o impeachment e assumimos uma posição de responsabilidade com o Brasil”, afirmou em sabatina Estadão/FAAP. 

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O tucano ainda criticou Bolsonaro, afirmando que o candidato do PSL é “um passaporte para a volta do PT. Ele não ganha de ninguém no 2º turno. PT vai poupar o Bolsonaro, eles só batem em mim, porque tudo que eles querem é um 2º turno contra o Bolsonaro. Ele é fraco”, ressaltou no evento. 

Enquanto isso, de olho no voto feminino, Alckmin vai levar a sua vice Ana Amélia à TV, informa a coluna Painel, da Folha. Ela deve estrear nas propagandas na TV e no rádio nesta semana, e a tendência é a de que passe a ser mais acionada. Ana Amélia gravou falas relatando dificuldades da infância pobre e também discorrendo sobre o papel da mulher na sociedade. 

O PT também ganha destaque no noticiário. A coordenação de campanha da legenda distribuiu uma circular no início da noite desta quarta, na qual orienta os candidatos e militantes do partido a não mencionar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato e “manter o pedido de voto apenas para coligação ‘O Povo Feliz de Novo 13’”, com Fernando Haddad como candidato a vice. Isso de forma a ter “estado de atenção permanente” para cumprir a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que indeferiu a candidatura do ex-presidente com base na Lei da Ficha Limpa, informa o Estadão

Enquanto isso, Lula enfrentou na manhã desta quinta mais uma derrota judicial. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Edson Fachin negou o pedido do ex-presidente para suspender sua inelegibilidade. O recurso apresentado por sua defesa pedia o cumprimento da recomendação do Comitê de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) pela manutenção dos direitos políticos do petista, permitindo que ele disputasse a eleição presidencial.

Em decisão divulgada na madrugada, Fachin disse que “as alegações veiculadas pela defesa não traduzem plausibilidade de conhecimento e provimento do recurso extraordinário, requisito normativo indispensável à excepcional concessão da tutela cautelar pretendida”. 

As campanhas correm contra o tempo: afinal, faltam 31 dias para o primeiro turno. 

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