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Apoiadores de Jair Bolsonaro se reúnem, neste domingo (3), em uma série de atos pelo País em defesa do ex-presidente. Os manifestantes ainda criticam Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente Lula.
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Bolsonaro não pode participar por causa das medidas restritivas impostas por Moraes, que proíbem o ex-presidente de deixar sua casa, em Brasília, aos fins de semana.
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Na Avenida Paulista, o ato reuniu 37,6 mil apoiadores, segundo estimativa do Monitor do Debate Público do Meio Digital, da Universidade de São Paulo (USP), que fez o levantamento a partir de fotos aéreas em diversos momentos do ato. A margem de erro é de 12%, o que faz com que o número possa variar entre 33,1 mil e 42,1 mil participantes.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, porém, participou do ato em Belém, enquanto Flávio Bolsonaro está na manifestação de Copacabana, no Rio de Janeiro. “O Brasil quer anistia ampla, geral e irrestrita”, diz o senador, em publicação no X que mostra a movimentação na orla carioca.

Na Paulista, o ato foi liderado pelo pastor evangélico Silas Malafaia. Aliados marcaram atos em 62 cidades de todo o Brasil, segundo o portal Metrópoles.
Em Brasília, a manifestação terminou por volta das 13h e teve cartazes com os dizeres “Fora Moraes” e “Thank you, Trump” (obrigado, Trump).

É a primeira manifestação pró-Bolsonaro após o anúncio de sanções dos Estados Unidos ao Brasil, estimuladas por um dos filhos do ex-presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro. O governo de Donald Trump alegou que Bolsonaro sofre uma “caça às bruxas” e impôs tarifas de 50% às importações brasileiras, além de sancionar o ministro Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky.
Em 7 de julho, Donald Trump declarou que a ação penal por tentativa de golpe era uma “caça às bruxas” a Jair Bolsonaro. Em 9 de julho, o americano anunciou que taxaria importações brasileiras em 50%. Em 18 de julho, Bolsonaro foi alvo de medidas cautelares por tentar criar “entraves econômicos” ao Brasil em uma tentativa de coagir o curso do processo em que é réu.
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Em 29 de julho, o governo Trump impôs a Alexandre de Moraes sanções da Lei Magnitsky. No mesmo dia, oficializou o tarifaço, previsto para iniciar em 6 de agosto. Mais de 600 produtos ficaram de fora da tarifa adicional.
(Com Estadão Conteúdo)