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Bolívia, Venezuela e mais 2 países repudiam impeachment; Argentina e EUA aceitam resultado

Os casos mais graves foram de Equador, Venezuela e Bolívia, que anunciaram que chamarão de volta seus embaixadores no país

SÃO PAULO – Confirmado o impeachment de Dilma Rousseff, diversos países passaram a comunicar apoio e repudio ao resultado da votação no Senado. Em casos mais drásticos, como Equador, Venezuela e Bolívia, os países anunciaram que chamarão de volta seus embaixadores no país.

Em comunicado enviado por meio de sua chancelaria, o governo equatoriano classificou a destituição de Dilma como “uma flagrante subversão da ordem democrática e um golpe de Estado”. “O Governo do Equador não pode ignorar o fato de que um grande número de tomadores de decisão no processo de impeachment do presidente estão sendo investigados por atos graves de corrupção”, afirma o comunicado.

Já o governo da Venezuela anunciou, em nota oficial, o congelamento das relações com o novo governo brasileiro, que classificou como “originado em um golpe parlamentário”. O documento diz que “as oligarquias políticas e empresariais, que em em aliança com setores imperialistas consumaram o golpe de Estado contra a presidenta Dilma Rousseff, recorreram a artimanhas jurídicas sob o formato de crime sem responsabilidade para ascender ao poder pela única via possível: a fraude e a imoralidade”. 

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“O golpe de Estado parlamentar substitui ilegalmente a vontade popular de 54 milhões de brasileiros, violentando a Constituição e alterando a democracia nesse país irmão”, afirma a nota. Pelo Twitter, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ofereceu solidariedade a Dilma e ao povo brasileiro.

Na Bolívia, o presidente Evo Morales condenou o que chamou de “golpe parlamentar contra a democracia brasileira”. Enquanto isso, na Argentina, a ex-presidente Cristina Kirchner também expressou solidariedade com o povo do Brasil, afirmando no Twitter que seu coração está ao lado de Dilma e “dos companheiros do PT”.

Por outro lado, o governo argentino emitiu comunicado com o título “Processo institucional no Brasil”, no qual se manifesta em dois parágrafos sobre o julgamento verificado no “país irmão”. O texto menciona a vontade argentina de “continuar pelo caminho de uma real e efetiva integração no marco do absoluto respeito aos direitos humanos, às instituições democráticas e ao direito internacional”.

Ainda na América Latina, o representante suplente da Nicarágua, Luis Ezequiel Alvarado também usou a expressão “Golpe de Estado parlamentar” para condenar o impeachment de Dilma. “Isso demonstra que as forças regressivas do hemisfério continuam trabalhando com o objetivo de desestabilizar e de provocar golpes de Estado contra os governos progressistas da região”, afirmou Alvarado.

Já o governo dos Estados Unidos afirmou que o afastamento definitivo de Dilma seguiu o ordenamento constitucional, sendo que o país espera manter a “forte relação bilateral” e avançar em temas de interesse mútuo. Além disso, o governo americano classificou como “essencial” a relação com o Brasil. 

“Vimos notícias de que o Senado brasileiro, de acordo com o ordenamento constitucional do Brasil, votou para remover a presidente Dilma Rousseff do cargo. Estamos confiantes que continuaremos a forte relação bilateral que existe entre nossos países”, disse John Kirby, porta-voz do Departamento.