Barclays Capital analisa impacto das políticas descoordenadas pelo mundo

Analistas do banco veem decisões de países guiadas pelos seus próprios interesses sem atentar aos impactos globais

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SÃO PAULO – Em análise da atual situação mundial dos mercados, analistas do Barclays Capital destacam que as decisões acerca das políticas monetárias e cambiais ao redor do mundo seguem descoordenadas, isso porque cada bloco parece estar preocupado apenas com os seus objetivos sem se importa com os impactos globais que poderão causar.

Nesse sentido, observam que os Estados Unidos estão prestes a iniciar o segundo round de alívio quantitativo ao passo que os membros do Banco Central Europeu discutem sobre reduzir a flexibilização monetária. Já a China, na contra mão de qualquer outro país, vem elevando suas taxas de juros para diminuir a demanda doméstica ao invés de deixar a curso natural de apreciação.

Finalmente, os países emergentes estão lutando com as taxas de câmbio e, em alguns casos, criando barreiras para o fluxo de capital. Apesar disso, mesmo em meio a tal cenário descoordenado, o economia desses países continuam a atrair um significante fluxo de capital, entretanto, vem crescendo os riscos provenientes dos erros cometidos nas políticas dos países.

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G-20
Nesse final de semana ocorrerá a reunião do G-20 e de acordo com os analistas do banco, o mundo não se surpreenderá se o encontro não resultar em grande progresso. Mesmo porque, ficaria em linha com o resultado insignificante da reunião do FMI, que aconteceu há duas semanas atrás.

Apesar disso, se o G-20 falhar em mandar sinais de que os países estão tentando uma coordenação em suas políticas, aumentará o risco de crescimento de políticas defensivas. A esse respeito, os analistas apontam que a última coisa que o mundo precisa agora é de aumento no protecionismo e no isolamento dos investimentos nos países emergentes.

Câmbio
Em termos de medidas cambiais, as intervenções vistas nos últimos dias tiveram pequenos efeitos. No caso do Brasil, que aumentou o IOF para 6%, o efeito não foi grande no mercado de câmbio, ao passo que afetou de forma maior os juros locais.