Em frases

As diversas reações do mundo político à “carta-DR” de Temer para Dilma em 17 frases

As reações foram diversas; houve quem quis amenizar a discussão, quem mostrou insatisfação e quem defendeu a fala do vice-presidente, o que foi mais uma evidência do clima tenso que domina a política atualmente

SÃO PAULO – Foi apenas uma a notícia do dia na política: a repercussão da carta do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) para a presidente Dilma Rousseff, em que ele se queixou da sua insatisfação com o cargo nos primeiros anos do governo, além de dizer que ela não confia nele nem no PMDB.

“Sempre tive ciência da absoluta desconfiança da senhora e do seu entorno em relação a mim e ao PMDB. Desconfiança incompatível com o que fizemos para manter o apoio pessoal e partidário ao seu governo”, afirmou na carta.

As reações no mundo político foram bastante contundentes e diversas. Houve quem quis amenizar a discussão, quem mostrou insatisfação e quem defendeu a fala do vice-presidente, o que foi mais uma evidência do clima tenso que domina a política atualmente. 

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Confira as reações do mundo político em frases:

 “Isto vai forçar mudanças de posição, mas não será algo imediato. Além de presidente do PMDB, o Michel Temer é uma grande liderança, então, na hora que levou sua insatisfação, logicamente que ele vai ter a solidariedade dos amigos”
Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), deputado da ala pró-impeachment de Dilma

“Ele diz na carta que no primeiro mandato era uma figura decorativa. Então, por que ele aceitou ser vice no segundo mandato? Eu lamento que Michel Temer, vice-presidente da República, preste tamanho desserviço ao Brasil”
Sílvio Costa (PSC-PE), vice-líder do governo na Câmara, dizendo 
que a carta foi “inoportuna e não condiz com o caráter do Michel Temer que eu conheço”

Todos somos seres humanos e temos sentimentos”
Sibá Machado (PT-AC), líder do partido na Câmara, minimizando as reações sobre a carta enviada por Temer e dizendo que foi apenas um desabafo

“Eu respeito muito o vice-presidente Michel Temer, mas acho que estamos em um momento do país que não cabem mágoas. Não são mágoas que temos que externar, acho que todos temos e queremos enfrentar o problema, principalmente nas questões mais da economia, unir os esforços para que a gente tenha esse enfrentamento dentro da legalidade e da constitucionalidade”
Gleisi Hoffman (PT-PR), senadora, dizendo que o momento do País não é para mágoas

“Na carta, ele [Temer] indica o menosprezo hegemônico dos que estão no Poder e tratam aliados como subalternos”
Rubens Bueno (PPS-PR), líder do partido, afirmando que a insatisfação se intensificou com a carta de Temer

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“A carta do vice-presidente, Michel Temer, à Dilma reflete um momento especialmente grave da política nacional. O gesto foi inusitado e o conteúdo surpreendente. Vamos acompanhar com muita atenção os desdobramentos, que parecem comprovar um rompimento da aliança que elegeu Dilma. Certamente nosso movimento a favor do impeachment tomará rumos mais consistentes doravante”
Mendonça Filho (DEM-PE), líder do partido na Câmara, em seu Facebook

 “Há pelo menos um quadro de desentendimento de Dilma e Temer”
Gilmar Mendes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), dizendo que a carta foi uma “questão delicada do ponto de vista político”

“Se ele se julgava um vice decorativo nos quatro primeiros anos, por que ele depois conduziu o partido, mesmo rachado, a permanecer na aliança? Se ele se sentia um vice decorativo por que continuar dessa forma na chapa presidencial do PT?”
Leonardo Picciani, líder do PMDB na Câmara, ao estranhar a queixa de Temer de ter sido um “vice decorativo”

 “Temer é uma das pessoas de maior bom senso no País”
Luiz Fernando Pezão (PMDB), governador do Rio de Janeiro, afirmando que o PMDB tem que se unir para ajudar Dilma, que o partido ajudou a eleger

“O pior papel que o PMDB pode fazer é substituir o PT naquilo que o PT tem de pior, que é no aparelhamento do Estado. O PMDB não pode transformar a coordenação política, sua participação no governo, em uma articulação de RH (Recursos Humanos), para distribuir cargos e boquinhas”
Frase atribuída a Renan Calheiros (PMDB-RJ), presidente do Senado, segundo o Jornal do Brasil

“Como se pode ver, essa carta de Temer consolida o seu rompimento e de parte do PMDB, ligada a ele, com a Presidente. Além disso, como destacou nessa missiva, Temer cumprirá exclusivamente as funções de Vice Presidente, definidas na Constituição. Assim, deixa claro que não se envolverá na questão do impeachment contra Dilma”
LCA Consultores, em análise sobre a carta do vice-presidente  

“Quer forçar que o governo rompa com ele”
Avaliação do Palácio do Planalto sobre a “dura” carta para Dilma, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo
 
“Temer está sendo pressionado pelos ‘jihadistas’ do PMDB, que querem romper com Dilma”
Uma outra fonte palaciana, desta vez para o jornal Valor Econômico

“A carta do Michel Temer é uma declaração a favor do impeachment de Dilma. Houve uma posição sem rodeios, onde expõe, além da incapacidade administrativa, a falta de apoio político da presidente”
Ronaldo Caiado (GO), líder do DEM no Senado, defensor da saída de Dilma da presidência

“[Temer] não propôs rompimento entre partidos ou com o governo. Exortou, pelo contrário, a reunificação do país como já o tem feito em pronunciamentos anteriores. E manterá a discussão pessoal privada no campo privado”
Assessoria do vice-presidente, pelo Twitter após a divulgação da carta

“Escrevi uma carta confidencial e pessoal à presidente da República. Tive o cuidado de mandar pessoalmente a minha chefe de gabinete entregá-la. Mais uma vez avaliei mal. Desembarquei em Brasília agora à noite e me surpreendi com o fato gravíssimo de o palácio ter divulgado uma carta confidencial. Eu já tinha me decepcionado quando os ministros Edinho Silva (Comunicação Social) e Jaques Wagner (Casa Civil) divulgaram versões equivocadas do meu último encontro com a presidente, me deixando mal jurídica e politicamente”
Michel Temer, em entrevista para O Globo

“A carta é muito expressiva no sentido de que o PMDB não participou da formulação política e econômica do governo. Mas é uma ‘DR’, uma discussão da relação. Depois disso, volta-se a uma relação mais próxima ou a uma mais distante. Agora, institucionalmente, a relação se manterá”
Eliseu Padilha, ex-ministro da Aviação Civil e aliado de Temer, em entrevista para a Rádio Gaúcha 

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