Pulso Brasil

Apoio ao impeachment de Dilma cai para 48%, revela pesquisa Ipsos

O grupo dos que dizem não apoiar o impeachment chegou ao seu maior patamar da série histórica do estudo, marcando 34% na recente pesquisa

SÃO PAULO – A convocação de novas eleições como alternativa ao impasse político brasileiro continua o cenário preferido dos brasileiros ouvidos pelo instituto de pesquisa Ipsos. Segundo levantamento feito entre os dias 1º e 12 de julho, para 38% o melhor para o Brasil seria que o presidente interino, Michel Temer, convocasse novas eleições, ao passo que para 14% o ideal seria que a presidente afastada Dilma Rousseff voltasse ao poder e convocasse o pleito. No entanto, apenas 20% querem que a petista volte e conclua seu mandato, contra 16% que apoiam a permanência do peemedebista até 2018. 12% dos 1.200 entrevistados em todo o país não souberam ou não quiseram responder.

Intitulada “Pulso Brasil”, a série de pesquisas feita mensalmente foi divulgada nesta terça-feira pelo jornal Valor Econômico e tem margem máxima de erro de três pontos para mais ou para menos. Entre as regiões que mais apoiam novas eleições, destaque para a Sul, onde 63% desejam que Temer ou Dilma assumam tal iniciativa. A maior rejeição a essa manobra vem do Nordeste, com 39% de apoio. A região também é a que mais apoia a petista, com 39% afirmando que o melhor para o Brasil seria sua volta e permanência no cargo até 2018. No caso de Temer, o maior apoio vem do sudeste, com 18%.

Ainda de acordo com a pesquisa do Ipsos, o percentual de apoiadores do impeachment de Dilma chegou ao seu menor nível desde março de 2015, ao registrar em julho deste ano os mesmos 48%. Considerando-se o teto de 61% marcado em março, trata-se de um recuo de 13 pontos percentuais. O grupo dos que dizem não apoiar o impeachment chegou ao seu maior patamar da série histórica do estudo, marcando 34% na recente pesquisa. Já os indecisos marcam 11% e 7% não responderam.

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A pesquisa ainda mostra que a administração Temer tem sete vezes mais reprovação do que aprovação. Para 48%, a gestão do presidente interino é ruim ou péssima, superando em cinco pontos a taxa registrada em junho. Para 7%, a administração é ótima ou boa, enquanto 29% classificaram como regular. A figura do peemedebista conta com 68% de desaprovação e 19% de aprovação, com 13% afirmando não conhecê-lo o suficiente para opinar. Já Dilma foi desaprovada por 71% e tem aprovação de 25%.