Alckmin defende maior presença do BNDES e do FGE em operações de crédito do país

Vice-presidente defendeu expansão do crédito para a indústria e exportações e disse que TR só será usada para projetos de inovação

Estadão Conteúdo

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), defendeu nesta segunda-feira (29) a expansão do crédito para a indústria e exportações. Ele falou em evento do grupo empresarial B20, ligado ao G20 e presidido atualmente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Alckmin defendeu uma maior presença do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) em operações de crédito no Brasil. Segundo o vice-presidente, o encolhimento da indústria na participação no Produto Interno Bruto (PIB) do país, nas últimas décadas, e a perda de participação do Brasil no comércio exterior, dentro da América Latina, têm a ver com a redução de crédito para ambas as frentes.

Na semana passada, o BNDES foi anunciado como principal articulador do financiamento à nova política industrial do governo, entrando com R$ 250 bilhões dos R$ 300 bilhões previstos até 2026.

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Apesar da defesa ao aumento do crédito, Alckmin frisou que só haverá aplicação da taxa referencial (TR) para projetos de inovação. A observação vem para acalmar parte do mercado, que credita às iniciativas do governo federal e do BNDES uma remontada do crédito subsidiado no país. “Só teremos TR para inovação. Queremos uma indústria inovadora, sustentável, com descarbonização. Uma indústria exportadora e com competitividade”.

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Mercosul
O vice afirmou que o Brasil vive um novo momento de abertura ao comércio exterior, com o acordo comercial assinado com Cingapura e tratativas abertas com a União Europeia (UE) e outros blocos mundo afora. Para Alckmin, a ampliação de acordos é fundamental para o crescimento econômico, assim como o aumento de exportações dentro da América Latina e do Mercosul.

O comércio dentro do Mercosul responde por apenas 26% do total, destacou o político, enquanto o comércio entre Estados Unidos, Canadá e México (Nafta) chega a 50%, na União Europeia é 60% e, na Ásia, a 76%. “Temos inúmeras possibilidades de acordos comerciais, e a reforma tributária vai desonerar completamente investimentos e exportações porque acaba com cumulatividade de tributos, o que dá um empurrão [na economia]. A reforma traz eficiência econômica e fortalece o comércio exterior”.

Oportunidades
Alckmin ressaltou que os países do G20 respondem por 75% do comércio mundial e 85% do PIB e afirmou que o mundo vive momento ímpar de reorganização das cadeias globais no pós-pandemia, uma conjuntura marcada por “problema inflacionário, retração da atividade econômica e guerras”.

Nesse contexto, disse, o Brasil pode fazer toda a diferença nas principais agendas do grupo das 20 economias mais ricas, tais quais segurança alimentar, energética e climática. “O Brasil é grande protagonista nessas agendas”, disse o vice-presidente lembrando o potencial do país nas duas primeiras frentes e afirmando que, no primeiro ano do governo Lula, a taxa de desmatamento já recuou 50%.

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