Agravamento do caos climático no Rio Grande do Sul faz Lula cancelar viagem ao Chile

Presidente da República faria viagem oficial ao Chile entre os dias 17 e 18, mas decidiu permanecer no Brasil para acompanhar os desdobramentos da tragédia no Rio Grande do Sul

Fábio Matos

Presidente Lula observa, em sobrevoo realizado no domingo (5), estragos das enchentes no RS (Ricardo Stuckert)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não viajará mais ao Chile. Nesta segunda-feira (13), o Ministério das Relações Exteriores confirmou que o petista cancelou seus compromissos fora do Brasil para acompanhar os desdobramentos da calamidade climática no Rio Grande do Sul, estado no qual as enchentes voltaram se agravar no fim de semana.

Em nota, o Itamaraty informou que a visita oficial de Lula ao Chile, “inicialmente prevista para os dias 17 e 18 deste mês, foi adiada pela necessidade de acompanhamento da situação das enchentes no Rio Grande do Sul e de coordenação no atendimento à população afetada e nas tarefas de reconstrução”.

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“Novas datas para a visita, e também para o briefing a respeito da agenda da viagem, serão comunicadas oportunamente”, afirmou a pasta.

Na semana passada, Lula disse publicamente que pretendia retornar ao Rio Grande do Sul depois que a água baixasse, para visitar as cidades mais atingidas pela tragédia. É possível que o presidente antecipe os planos e decida voltar ao estado já nesta semana.

A volta da chuva forte em grande parte do Rio Grande do Sul, no último fim de semana, pode fazer com que o nível das águas do lago Guaíba, em Porto Alegre (RS), volte a bater o pico histórico. É o que aponta uma projeção da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o que aumentou ainda mais a preocupação das autoridades e da população gaúcha.

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No domingo (12), o Guaíba registrou uma leve alta e atingiu a marca de 4,64 metros no Cais Mauá, na capital gaúcha. De acordo com as estimativas da UFRGS, o patamar do lago pode chegar a 5,5 metros entre esta segunda-feira (13) e terça-feira (14), superando o recorde histórico.

Fábio Matos

Jornalista formado pela Cásper Líbero, é pós-graduado em marketing político e propaganda eleitoral pela USP. Trabalhou no site da ESPN, pelo qual foi à China para cobrir a Olimpíada de Pequim, em 2008. Teve passagens por Metrópoles, O Antagonista, iG e Terra, cobrindo política e economia. Como assessor de imprensa, atuou na Câmara dos Deputados e no Ministério da Cultura. É autor dos livros “Dias: a Vida do Maior Jogador do São Paulo nos Anos 1960” e “20 Jogos Eternos do São Paulo”