Política

Aécio confirma que PSDB estuda entrar com pedido de impeachment contra Dilma

O senador ainda afirmou que a denúncia de hoje da Folha de S. Paulo sobre a CGU adiar a abertura de processo contra a SBM para após as eleições é "um motivo extremamente forte" para pedir impeachment

SÃO PAULO – O presidente do PSDB, Aécio Neves confirmou na tarde desta terça-feira (14) que seu partido estuda a possibilidade de entrar com um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT). Por outro lado, ele deixou claro que nenhuma decisão sobre o assunto foi tomada ainda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

“Nós estamos discutindo absolutamente todas as alternativas. Mas não existe uma posição, até este momento pelo menos, do PSDB de protocolar institucionalmente o pedido de afastamento da presidente”, afirmou Aécio, que disse ainda que o partido espera o parecer do jurista Miguel Reale Junior sobre se a presidente cometeu crime de responsabilidade fiscal para tomar uma decisão.

Mesmo repetindo o discurso de que ainda não existem provas contra a presidente, o senador agora também utiliza a tese de que impeachment é um mecanismo previsto na Constituição. “Impeachment não é golpe. É uma previsão constitucional”, disse ele.

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Aécio ainda afirmou que a denúncia da Folha de S. Paulo de que a CGU (Controladoria Geral da União), diante de provas de corrupção envolvendo SBM Offshore e a Petrobras, adiou a abertura de processo para depois da reeleição da presidente Dilma Rousseff, é motivo capaz de provocar um pedido de impeachment. “É a utilização do Estado em busca de um projeto de poder. Certamente é um motivo extremamente forte [para o pedido de impeachment]”, afirmou.

Ele ainda disse que a CPI da Petrobras deve aprovar a formação de uma comitiva de cinco deputados para viajarem à Europa com o objetivo de investigarem pessoalmente a denúncia de hoje. O grupo pretende conversar com o ex-diretor da SBM Jonathan David Taylor, que disse à Folha que prestou depoimento e entregou mil páginas de documentos internos da empresa à CGU entre agosto e outubro de 2014. O órgão só anunciou a abertura de processo contra a SBM em 12 de novembro, 17 dias após o segundo turno da eleição presidencial.