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Petrobras anuncia conclusão da venda da refinaria de Pasadena por US$ 467 milhões

Adquirida por US$ 1,18 bilhão em um processo controverso, refinaria foi vendida para a americana Chevron por menos da metade do valor

refinaria de Pasadena
(Agência Brasil)

A Petrobras informa que finalizou, por meio de sua subsidiária Petrobras America Inc. (PAI), a venda de 100% de suas ações nas empresas que compõem o sistema de refino de Pasadena, nos Estados Unidos, para a empresa Chevron U.S.A. Inc. (Chevron).

O fechamento da transação ocorreu nesta quarta-feira, 1º de maio, com o pagamento pela Chevron para a PAI de US$ 467 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão), sendo US$ 350 milhões pelo valor das ações e US$ 117 milhões de capital de giro, que será ajustado posteriormente para refletir a posição da data do fechamento.

"Esta operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando a geração de valor para os nossos acionistas", afirmou a estatal em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A compra de Pasadena pela Petrobras foi um dos episódios mais polêmicos da história da estatal. Em 2006, a empresa adquiriu 50% da refinaria por US$ 360 milhões - valor muito acima dos US$ 42,5 milhões pagos pela belga Astra Oil, então proprietária do local. 

Anos depois, uma decisão judicial motivada pelo desentendimento entre a Petrobras e a Astra obrigou a estatal a comprar os outros 50% da sócia. No total, foram gastos US$ 1,18 bilhão de dólares na operação. 

O superfaturamento ocorreu quando a ex-presidente Dilma Rousseff era ministra-chefe da Casa Civil e presidente do conselho da Petrobras. Rousseff defende que seu aval foi motivado pela análise de Nestor Cervejó, então diretor internacional da empresa - e um dos primeiros presos pela operação Lava Jato. 

A compra era parte de uma estratégia de internacionalização da estatal. O complexo de Pasadena tem capacidade de armazenamento de 5,1 milhões de barris de petróleo e derivados, um terminal marítimo com localização privilegiada (no Golfo do México, no Texas) e capacidade de processar 110 mil barris de óleo por dia. 

Com informações da Agência Estado 

 

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