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Paulo Guedes diz que é possível consertar a situação da Petrobras

As ações da Petrobras caíram mais de 8 por cento na sexta-feira após Bolsonaro ligar para o CEO da Petrobras Roberto Castello Branco e pedir que ele cancelasse um aumento planejado nos preços do diesel  

Paulo Guedes
(Valter Campanato/Agência Brasil)

(Bloomberg) -- Ministro da Economia Paulo Guedes disse que vai esclarecer qualquer confusão que a decisão do presidente Jair Bolsonaro de suspender o aumento planejado para o preço do diesel pela Petrobras possa ter causado.

Quando perguntado sobre a intervenção de Bolsonaro na política de preços da estatal, Guedes disse que obteria mais informações quando voltasse de Washington, onde esteve participando das reuniões da primavera do Fundo Monetário Internacional.

Ações da Petrobras caíram mais de 8 por cento na sexta-feira após Bolsonaro ligar para o CEO da Petrobras Roberto Castello Branco e pedir que ele cancelasse um aumento planejado nos preços do diesel.

"O presidente tem muitas virtudes, faz muitas coisas certas e já disse que não entende muito de economia", disse Guedes a repórteres no sábado. “Se ele fez algo que não é muito razoável, tenho certeza de que podemos consertar isso. Uma conversa conserta tudo”.

A decisão de Bolsonaro levou ondas de choque nos mercados brasileiros ao reviver os temores das políticas intervencionistas de governos brasileiros anteriores, que os analistas culpam por alimentar a inflação e prejudicar a economia nos últimos anos. Uma enorme greve de caminhoneiros atingiu o país há um ano, quando os preços do diesel finalmente foram autorizados a subir. Desde então, o governo subsidiou temporariamente o diesel, e a Petrobras começou a ajustar seus preços com menor frequência.

Na noite de 12 de abril, o porta-voz de Bolsonaro disse que o presidente entende que a Petrobras é uma empresa de capital aberto sujeita às regras do mercado e que não deve estar sujeita a interferência política.

Bolsonaro, eleito em 2018 em uma plataforma pró-mercados após anos de governos esquerdistas, planeja se reunir novamente com o presidente da Petrobras e alguns de seus ministros na terça-feira para discutir a situação dos caminhoneiros.

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