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Petrobras assina acordo para venda da polêmica refinaria de Pasadena por US$ 562 milhões

A refinaria gerou polêmica em 2014 em meio a denúncias que atingiram a ex-presidente Dilma Rousseff, que na época da negociação era presidente do conselho de administração da Petrobras

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(divulgação)

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR3;PETR4), através de sua subsidiária americana, assinou com a Chevron nesta quarta-feira (30) um acordo de venda da polêmica refinaria de Pasadena, nos EUA. O valor da transação é de US$ 562 milhões, sendo US$ 350 milhões pelo valor das ações e US$ 212 milhões de capital de giro. O valor final da operação está sujeito a ajustes de capital de giro até a data de fechamento da transação.

Estão sendo vendidas as sociedades Pasadena Refining System, responsável pelo processamento de petróleo e produção de derivados, e PRSI Trading LLC, que atua como braço comercial exclusivo da PRSI, ambas detidas integralmente pela Petrobras America Inc.

A companhia informa que a PRSI possui capacidade de processamento de 110 mil bpd e está localizada na cidade de Pasadena, no Golfo do México, Texas.

A refinaria é independente do Sistema Petrobras, que pode operar com correntes de petróleos médios e leves e produz derivados que são comercializados tipicamente no mercado doméstico americano.

A Petrobras destacou no comunicado que a conclusão da transação está sujeita ao cumprimento de condições precedentes usuais, tais como a obtenção das aprovações pelos órgãos antitruste dos Estados Unidos e do Brasil.

"A operação faz parte do Programa de Parcerias e Desinvestimentos da Petrobras, estando alinhada ao Plano de Negócios e Gestão 2019-2023, que prevê a otimização do portfólio da companhia", informou a estatal. 

A refinaria gerou polêmica em 2014 em meio a denúncias que atingiram a ex-presidente Dilma Rousseff, que na época da negociação era presidente do conselho de administração da Petrobras. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), o conselho da petroleira aprovou a compra da refinaria com base em critérios "antieconômicos" que causaram um prejuízo de US$ 580 milhões à empresa. Em 2014, quando questionada sobre os problemas na aquisição de Pasadena, a então presidente afirmou que recebeu informações incompletas das diretorias da Petrobras responsáveis pela negociação, o que a induziu a aprovar o negócio.

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