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Indicado pelo governo Bolsonaro desiste de fazer parte do conselho de administração da Petrobras

John Forman disse ter sido perseguido pela imprensa, que teria a intenção de atingir o governo. Por isso preferiu abrir mão de fazer parte do colegiado da estatal  

Petrobras
(Shutterstock)

Com Agência Estado

Um dia depois de ser indicado pelo governo de Jair Bolsonaro para o conselho de administração da Petrobras (PETR3;PETR4), o geólogo John Forman desistiu do cargo.

Ao site especializado epbr, ele disse ter sido perseguido pela imprensa, que teria a intenção de atingir o governo. Por isso preferiu abrir mão de fazer parte do colegiado da estatal.

Ao noticiar a indicação do geólogo, veículos de imprensa destacaram que Forman foi condenado em processo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que tratou do uso de informação privilegiada sobre negócios da petroleira HRT, da qual foi conselheiro. Ele recorreu da decisão.

"Optei por não aceitar a indicação (para conselheiro da Petrobras)", afirmou Forman no Linkedin da epbr.

Ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o geólogo disse apenas que está "muito chateado com a imprensa" e não comentou a desistência.

A Petrobras informou em comunicado que recebeu carta de renúncia de Forman à indicação. "Forman agradeceu o convite para participar do Conselho de Administração e informou que as razões para tal decisão são de ordem pessoal, visando evitar qualquer tipo de constrangimento ou problema para a companhia, considerando as notícias veiculadas na imprensa, desde a sua indicação, sobre condenação em processo na CVM, que se encontra atualmente em discussão no judiciário", informou a empresa em comunicado.

A estatal comunicou que divulgará tempestivamente ao mercado assim que receber nova indicação do acionista controlador para a vaga que permanece aberta no Conselho de Administração da companhia.

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