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Petrobras não alterou e nem vai alterar política de preços, diz Monteiro

O presidente da estatal também disse que em nenhum momento considerou que a decisão da ANP de avaliar a conveniência de se estabelecer uma periodicidade para o ajuste dos combustíveis seria uma intervenção na liberdade empresarial

Ivan Monteiro
(Agência Brasil)

O presidente da Petrobras (PETR4), Ivan Monteiro, afirmou que a estatal não vai alterar sua política de ajuste diário de preços da gasolina e do diesel, apesar do governo ter sido obrigado a subsidiar o valor de venda nos postos para acabar com uma greve dos caminhoneiros realizada no final de maio. "Não alteramos e não vamos alterar a política de preços", disse.

Ele disse que em nenhum momento considerou que a decisão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de avaliar a conveniência de se estabelecer uma periodicidade para o ajuste dos combustíveis seria uma intervenção na liberdade empresarial.

"Estava bem claro que nenhuma dessas decisões ia interferir na formação de preços, nem da Petrobras e nem na política de qualquer empresa", concluiu.

Depois de uma consulta pública a ANP anunciou que não será estipulado prazo para ajuste do preço de combustíveis, que deve seguir as leis de mercado e ser uma decisão empresarial.

Subsídio do diesel
O diretor Financeiro da Petrobras, Raphael Grisolia, negou que a demora na liberação do subsídio do óleo diesel pelo governo prejudique o resultado financeiro da empresa. Ele destacou que, na demonstração do segundo trimestre, a empresa já contabilizou R$ 590 milhões relativos à subvenção do combustível em junho e que, nos trimestres seguintes, fará o mesmo.

Segundo o executivo, a legislação prevê a contabilidade prévia do subsídio. O procedimento é o mesmo que o adotado com receitas de venda.

Em coletiva de imprensa para apresentar o resultado financeiro do segundo trimestre, Grisolia evitou criticar as entidades de governo que analisam os dados de venda de diesel e autorizam o pagamento do subsídio, como a ANP.

"São mais de 20 mil notas que a Petrobras informou. Outros importadores estão no processo. Não há preocupação em relação a isso", afirmou.

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