Em petrobras

Petrobras aceita discutir nova política de reajuste de preços, mas com duas condições

Estatal quer garantir que não haverá prejuízos para os cofres caso imposto um novo mecanismo

fachada Petrobras
(Agência Petrobras / Stéferson Faria)

SÃO PAULO - Pressionada por todos os lados, a Petrobras (PETR4) sinalizou ao governo que aceita rediscutir a política de reajuste diário da gasolina e alongar a periodicidade das mudanças de preços do combustível ao consumidor, mas perante duas condições para não arcar com prejuízos.

Segundo informações do jornal Valor Econômico desta segunda-feira (4), a empresa impôs como fundamental não perder o lastro com a variação do petróleo no mercado internacional, um dos grande benefícios da política em vigor, como que seja protegida contra a importação nos períodos em que a cotação do mercado externo não estiver abaixo da vigente no mercado doméstico.

Através destas medidas, a estatal quer garantir que não haverá prejuízos para os cofres caso imposta uma nova política de preços pelo governo, que pretende elaborar um formato para reduzir a volatilidade dos ajustes, uma das principais críticas da política de repasse diário adotada durante a gestão de Pedro Parente. A ideia que mais agrada e que está em estudo pelo MME (Ministério de Minas e Energias) seria o reajuste a cada 30 dias com ajuste tributário anticíclico, com a volatilidade externa do preço do petróleo sendo suavizada pela Petrobras e pelos tributos.

"Essa política de proteção terá que preservar a atual prática de preços de mercado para o produtor e importador, o que é tido pela atual administração como um ponto fundamental para a atração de investimentos para o setor. Vai trazer previsibilidade e segurança ao consumidor e ao investidor”, afirmou o ministério em nota publicada na última sexta-feira (1).

Segundo o jornal, uma mudança na periodicidade de reajustes da gasolina, desde que preservados os pilares defendidos pela atual diretoria, não significaria praticar uma política de congelamento de preços, hipótese amplamente rejeitada, tanto na empresa como em boa parte do governo.

 

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