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Em petrobras

Os 3 desafios que o novo CEO da Petrobras terá de enfrentar nos próximos meses

Analistas do Itaú BBA destacaram a dificuldade que será seguir com a boa gestão da estatal

Petrobras

SÃO PAULO - A saída de Pedro Parente da presidência da Petrobras (PETR4) aumenta as sobre a independência da companhia, avalia o Itaú BBA em relatório divulgado nesta sexta-feira (1). Além disso, os analistas destacam que o novo CEO da estatal (cargo que será ocupado interinamente por Ivan Monteiro) terá pelo menos três grandes desafios para guiar a petrolífera.

De acordo com o Itaú, como as negociações com o governo sobre o Programa de Subvenção do diesel ainda não foram concluídas e ainda existem incertezas com relação ao futuro da política de preços da companhia, a saída de Parente levanta questões sobre essas negociações, além de deixar uma dúvida de como será guiado este programa de subsidiar os preços do diesel.

Sobre os desafios, os analistas apontam três principais:

- Execução do Programa de Venda de Ativos, que deve vender um adicional de US$ 16 bilhões até o final de 2018, incluindo os clusters de refino no Nordeste e Sul;

- Dar continuidade ao programa de desalavancagem e gestão da dívida, uma vez que a empresa possui meta de alavancagem de 2,5x Dívida Líquida/Ebitda ao final de 2018, sendo que esta métrica estava em 3,2x no fim do primeiro trimestre

- Assegurar que uma política de preços acima da paridade internacional seja mantida. "Destacamos que nenhum dos outros diretores da Petrobras está saindo e não esperamos nenhum tipo de impacto na entrega da meta de produção decorrente da saída de Parente", avaliam os analistas.

Por fim, o Itaú BBA manteve sua recomendação "market perform" diante das incertezas elevadas. "A Petrobras continua com um potencial muito promissor, já que a empresa tem conseguido se tornar muito mais enxuta em termos de custos nos últimos anos, e espera-se que a produção cresça significativamente nos próximos anos", afirmam os analistas.

Eles esperam que o próximo CEO consiga dar continuidade ao trabalho feito por Parente nos últimos dois anos, mas ressaltam que as incertezas devem continuar altas nos próximos meses, com o mercado de olho na implementação do programa de subsídios ao Diesel e como ele será executado daqui para frente, além do risco político que deve começar a pesar para a companhia com a proximidade das eleições.

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