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Em petrobras

Temer admite "reexaminar" política de preços da Petrobras e joga mais uma grande dúvida ao mercado

"Nós não queremos alterar a política da Petrobras. Nós podemos reexaminá-la, mas com muito cuidado", afirmou o presidente

Michel Temer
(Beto Barata/PR)

SÃO PAULO - Um dos cernes da paralisação dos caminhoneiros, a política de preços da Petrobras (PETR4) foi colocada em xeque e esse mecanismo pode ser reexaminado pelo governo, pelo menos foi o que indicou o presidente Michel Temer em entrevista à TV Brasil na noite da última terça-feira (29).

“A Petrobras se recuperou ao longo desses dois anos. Estava em uma situação economicamente desastrosa há muito tempo, mas nós não queremos alterar a política da Petrobras. Nós podemos reexaminá-la, mas com muito cuidado”, afirmou o presidente.

Segundo fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters, a questão da previsibilidade dos preços, que hoje são reajustados quase diariamente em vista da variação do petróleo no mercado internacional e do câmbio, deverá ser tratada em breve, tema que pode causar novos ruídos sobre à autonomia da Petrobras quanto sua política de preços. De acordo com a agência, o governo já está em conversas com a estatal para rever este assunto.

“Não dá para congelar a discussão. Não se pode gerar perdas para a empresa, mas temos que analisar o que pode ser feito. Temos que lembrar que a Petrobras é um monopólio, é o único fornecedor do País. Se a sociedade não tem uma outra opção tem que ter alguma forma de preservar o direito do consumidor (...) Precisamos estudar alternativas”, disse uma das fontes do governo para a Reuters.

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