Em petrobras

Greve dos petroleiros é política e não tem pauta reivindicatória, diz CEO da Petrobras

"Intensificamos a comunicação com os petroleiros para que a greve não traga repercussões. Confiamos que colaboradores entenderão o momento que vivemos", afirmou

Pedro Parente
( José Cruz/Agência Brasil)

SÃO PAULO - O presidente da Petrobras (PETR4), Pedro Parente, contestou os motivos das reivindicações da FUP (Federação Única dos Petroleiros), que mobilizou os empregados da estatal para uma greve de 72 horas a partir da zero hora dessa quarta-feira (30).

Em teleconferência com analistas de mercado, o executivo destacou que vem intensificando a comunicação com os funcionários para tentar minimizar a paralisação.

"No início da semana fizemos uma carta em nome de toda diretoria a toda força de trabalho. Intensificamos a comunicação com os petroleiros para que a greve não traga repercussões. Confiamos que colaboradores entenderão o momento que vivemos", afirmou Parente.

Durante a conferência, o executivo ainda comentou o cenário atual da greve dos caminhoneiros. Segundo ele, a decisão de cortar o diesel em 10% na semana passada e congelar os preços foi corajosa. "Eu sei que foi uma questão polêmica, mas naquele momento entendemos que, para dar uma chance maior de manter nossos conceitos na política de preços, precisava haver coragem. Tivemos a responsabilidade e a coragem de fazer", disse.

Parente ressaltou que há uma equipe da empresa em Brasília conversando com o governo com o "objetivo básico" de concluir uma Medida Provisória e um projeto com a maior brevidade possível, mas respeitando as políticas da estatal. "Seja qual metodologia que for usada, nossa política de preços será respeitada. Estamos buscando com o governo que qualquer sistemática que for usada siga o resultado que teríamos com a nossa política atual", explicou.

(Com Agência Estado)

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