Em petrobras

Aluno do InfoMoney ganha R$ 100 mil em duas semanas com Petrobras

Usando a "Estratégia do Pozinho", ele conseguiu embolsar um lucro de 2.000% com a derrocada da estatal na Bolsa

Henrique Vilela
(Divulgação)

SÃO PAULO - Depois de superar uma importante barreira no final de abril e bater na metade de maio seu maior patamar desde 2011, acumulando uma alta de mais de 20% no período, poucos poderiam prever um forte revés nas ações da Petrobras (PETR4). Mas o mercado está aí para provar que os "cisnes negros" existem e que quem souber aproveitá-los pode, de uma hora para outra, ver seus ganhos se multiplicarem.  

Na Bolsa, uma forma para isso é se expor periodicamente - com uma parcela pequena do seu capital, algo que não comprometa seus investimentos - a opções de poucos centavos. Elas têm baixíssima probabilidade de darem exercício e, na maioria das vezes, viram "pó". Mas, quando algo dá muito errado (ou certo), elas explodem e, nesses casos, os ganhos são exponenciais. 

Essa é a lógica por trás da "Estratégia do Pozinho", desenvolvida pelo professor do InfoMoney Luiz Fernando Roxo, e que ontem fez a alegria de Henrique Vilela, um dos seus alunos do curso "Aprenda a Investir em Opções".

Desenvolvedor de robôs investidores, ele contou em entrevista ao InfoMoney como fez R$ 100 mil na Bolsa em duas semanas com a derrocada das ações da Petrobras. 

"Já atuava com robôs no mercado futuro de Ibovespa e dólar, mas só comecei a estudar opções este ano com o Roxo, quando conheci a Estratégia do Pozinho. Assim como ele, sou discípulo do Nassim Taleb (o famoso economista que criou a teoria do Cisne Negro) e me identifiquei com a ideia", diz.

Mas foram necessários três meses no zero a zero até chegar ao momento da virada. Como sabia que era preciso ter paciência nessa estratégia - já que, na maioria das vezes, os pozinhos vão virar pó -, ele não desistiu. Seguiu se expondo, semana a semana, nas opções até encontrar seu bilhete premiado no dia 9 de maio.

Com facilidade em matemática e programação, ele desenvolveu seu próprio sistema de precificação de opções, após manipulações no modelo Black & Sholes. Ao olhar na tela do computador, viu que a "put" (opção de venda) PETRR20, que dá direito de vender a Petrobras PN a R$ 19,96 no dia 18 de junho, estava barata e decidiu apostar no ativo. 

Comprou 100.000 opções PETRR20 a R$ 0,05, totalizando R$ 5.000. Vale menção que naquele dia a Petrobras fechou cotada a R$ 24,73. Ou seja, a probabilidade de dar exercício era bem baixa. A ação precisaria cair quase 20% em 25 pregões para ele sair no lucro, sendo que vinha de uma tendência de alta no curto e médio prazo. 

A sorte, no entanto, sorriu para ele e, com o papel saindo dos R$ 27,32 (topo batido no dia 16/05) para os R$ 20,08 no fechamento de quinta-feira (24), uma queda de 26%, Vilela conseguiu encerrar sua posição com um ganho de 2.000%, ou R$ 1,05 por opção. Um lucro de R$ 100 mil, sem considerar custos com corretagem e impostos. 

Da experiência, ele diz que ficam três lições: 1) não ter se exposto muito à operação (a posição correspondia a 5% do seu capital); 2) ter disciplina para não encerrar a posição antes da hora. Na quarta, sua posição já estava dando lucro de 200% mas decidiu esperar pois seu modelo apontava que o ativo ainda estava barato; e 3) ter em mente, sempre, a liquidez do mercado. 

Segundo Vilela, ele chegou a ver um ganho de 2.000% na sua operação ontem pela manhã, mas não conseguia encerrar pois o book estava escasso. "Precisei contar com a ajuda do meu assessor de investimentos Vinícius Teixeira, que me orientou sobre como sair da operação". A questão, diz, mais uma vez, era ter paciência. 

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