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Petrobras frustra expectativas, vê lucro cair 15% e atingir R$ 316 milhões no 2º trimestre

Expectativa dos analistas compilada pela Bloomberg era de um lucro líquido de R$ 1,186 bilhão

Petrobras - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR3; PETR4) encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 316 milhões, resultado abaixo da expectativa dos analistas compilada pela Bloomberg, que era de um lucro de R$ 1,186 bilhão. O resultado ficou 14,5% abaixo dos R$ 370 milhões de lucro registrado um ano atrás.

A receita de vendas da companhia, por sua vez, caiu 6%, de R$ 71,320 bilhões no segundo trimestre de 2016 para atuais R$ 66,996 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado recuou 6,6%, de R$ 20,450 milhões para R$ 19,094 milhões entre abril e junho deste ano.

No primeiro semestre, a estatal registrou lucro líquido de R$ 4,765 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 876 milhões apresentado um ano antes. A melhora, segundo a Petrobras, é reflexo "do aumento das exportações, os menores gastos com importações, a redução das despesas operacionais e os gastos com a adesão aos programas de Regularização de Tributos Federais". A receita líquida, por sua vez, recuou 4%, para R$ 135,361 bilhões nos seis primeiros meses deste ano.

Segundo a companhia, o leve recuo no lucro é "reflexo das menores margens de derivados, a diminuição do volume vendido e redução das despesas operacionais". Sobre o primeiro trimestre, a companhia viu seu lucro recuar 93%, o que, segundo relatório, ocorreu em reflexo do aumento do imposto de renda e contribuição social, como resultado da adesão ao PERT.

A Petrobras ressaltou ainda a alta de 70% no fluxo de caixa livre no primeiro semestre em relação aos seis primeiros meses de 2016, atingindo R$ 22,722 bilhões, sendo o nono trimestre consecutivo de fluxo positivo. "Esse resultado reflete a combinação entre a melhora da geração operacional e a redução de investimentos", disse a estatal.

Em relação a 31 de dezembro de 2016, houve uma redução de 2% do endividamento bruto da empresa, que passou de R$ 385,784 bilhões para R$ 376,587 bilhões. Enquanto isso, o endividamento líquido recuou 6%, passando de R$ 314,120 bilhões para R$ 295,300 bilhões.

Resultado por área de negócio
No segmento de Exploração & Produção, a Petrobras registrou lucro operacional de R$ 7,13 bilhões no segundo trimestre, contra um lucro de R$ 9,89 bilhões no primeiro trimestre. Segundo a companhia, a redução no lucro operacional reflete a diminuição no lucro bruto e a provisão para perdas com recebíveis referentes ao navio-sonda Vitória 10.000.

Já a área de Abastecimento teve lucro operacional de R$ 4,64 bilhões, uma queda ante os R$ 5,26 bilhões dos três primeiros meses do ano. De acordo com a estatal, o menor lucro operacional deve-se à redução do lucro bruto, compensado, em parte, pelas menores despesas de vendas.

No negócio de Gás & Energia, o lucro foi de R$ 6,99 bilhões, uma melhora de 350% ante os R$ 1,55 milhão do primeiro trimestre. A Petrobras explica que "o aumento do lucro operacional foi devido ao maior lucro bruto, associado ao reconhecimento do ganho com a venda da NTS, que, por outro lado, ocasionou maiores despesas de vendas decorrente do pagamento a terceiros pela utilização do gasoduto".

Já a área de Distribuição piorou o resultado de R$ 558 milhões dos três primeiros meses do ano e registrou lucro operacional de R$ 359 milhões. "A redução do lucro operacional refletiu, principalmente, a queda do lucro bruto e a menor reversão de perdas com recebíveis do setor elétrico, parcialmente compensados pela reversão de parte da provisão do PIDV - 2016", explicou a Petrobras.

 

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