Em petrobras

Governo mantém pressão sobre preços da Petrobras, cisão bilionária no BTG e mais 8 no radar

Confira os principais destaques corporativos desta sexta-feira

Plataforma P51
(Bloomberg)

SÃO PAULO - Além do noticiário político que tem ditado o humor do mercado nos últimos dias, o investidor deve ficar atento nesta sexta-feira à pauta corporativa. Confira os destaques do noticiário abaixo:

Petrobras
Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o governo segue pressionando a diretoria da empresa para que ela reduza o preço da gasolina e do diesel, como uma forma de reduzir a inflação. Analistas acreditam que a medida seria extremamente prejudicial à companhia, que precisa de caixa para fazer frente aos seus quase R$ 500 bilhões de dívida.

A Petrobras (PETR3; PETR4) se posicionou para tentar evitar o pedido de recuperação judicial de uma de suas fornecedoras, a Sete Brasil. Para isso, a estatal propõe a contratação de um mediador externo para negociar um acordo entre os sócios. Parte dos acionistas da Petrobras defende o pedido de recuperação judicial da Sete.

Veja também: Após queda de 50%, diretora do Pão de Açúcar conta o que fazer para voltar aos R$ 100

BM&FBovespa e Cetip
A BM&FBovespa (BVMF3) comunicou após o encerramento do pregão desta quinta-feira (7) que alienou todas as ações de emissão do CME Group que detinha, o que equivale a 13,6 milhões ações classe A, ou 4% do total de ações emitidas pelo grupo. E esta venda pode ser o primeiro passo para a confirmação da fusão da Bolsa com a Cetip (CTIP3).

De acordo com o comunicado da Bovespa, "a alienação das ações do CME Group teve como objetivo obter recursos para fazer frente às necessidades da Companhia no contexto da proposta combinação de negócios com a CETIP". A operadora da Bolsa já fez duas propostas para a aquisição, de R$ 39 e R$ 41 por ação, sendo que ambas foram rejeitadas.

Ontem, o jornal O Estado de S. Paulo afirmou que a fusão já estava aprovada e só faltava o aval dos conselhos das duas empresas para fechar a operação avaliada em R$ 40 bilhões. Mais tarde, a Reuters disse que a aprovação deveria ocorrer em até 48 horas.

Apesar disso, a BM&FBovespa disse em comunicado ao mercado "que não existe qualquer nova informação que justifique a divulgação de novo fato Relevante ou que deva ser comunicada ao mercado, sobre a oferta realizada em 19 de fevereiro" além do que já foi informado pela companhia.

Sobre a alienação da participação no CME, a Bovespa afirmou hoje que as duas empresas "continuarão trabalhando em conjunto no desenvolvimento e listagem cruzada de produtos nas respectivas bolsas, assim como manterão a cooperação tecnológica".

O CME Group informou que não pretende reduzir sua participação acionária na BM&FBovespa, que é atualmente de 4%. Além disso, Charles Carey seguirá como membro do Conselho de Administração da companhia. Por outro lado, a Bovespa disse que Edemir Pinto, Diretor Presidente da BM&FBovespa, pediu sua renúncia do conselho do CME Group, o qual ele faz parte desde 2011.

BTG Pactual
Fontes informaram a Bloomberg que o BTG Pactual (BBTG11) estaria interessado em fazer cisão de US$ 1,6 bilhão da unidade de commodities. O banco também deverá renomear a unidade para Engelhart Commodities.

Rumo
A Rumo Logística (RUMO3) informou que seu conselho de administração aprovou um aumento de capital na companhia com preço fixado em R$ 2,50 por ação. O capital social da empresa será aumentado mediante subscrição de novas ações, nos termos do artigo 6º do Estatuto Social da Companhia, no valor de R$ 2,60 bilhões e com a emissão de 1,04 bilhão novas ações ordinárias.

Com isso, o capital social da Rumo passa de R$ 5.451.490.166,79 para R$8.051.490.166,79, dividido em 1.339.015.898 ações ordinárias. "A companhia buscou reequilibrar sua estrutura de capital, visando o atendimento do seu plano de negócios de longo prazo", diz o comunicado.

Entre as medidas destacadas pela Rumo estão: (i) um aumento de capital; (ii) a renegociação de determinadas dívidas com instituições financeiras com vencimento entre 2016 e 2018; e (iii) a negociação de novos financiamentos junto ao BNDES.

OGPar
A petrolífera OGPar (OGXP3) convocou debenturistas para uma assembleia em 20 de abril. A ideia é propor a conversão de debêntures em ações.

Dasa
A companhia do setor de saúde Dasa (DASA3) informou o mercado que seu conselho de administração aprovou a realização da sexta emissão, em série única, de 20.000 debêntures simples, não conversíveis em ações, com valor nominal unitário de R$ 10.000,00, com valor total de R$ 200.000.000,00 na data de emissão (20 de abril). As debêntures terão prazo de três anos contados da data de emissão, e a remuneração será de 120% da variação acumulada das taxas médias diárias dos DIs.

Segundo o comunicado enviado ao mercado, os recursos obtidos serão integralmente utilizados para refinanciamento de dívidas de curto prazo, incluindo a quitação integral das debêntures simples, não conversíveis em ações, da segunda emissão da companhia; e o saldo, se houver, para reforço no capital de giro.

General Shopping
A General Shopping (GSHP3) conseguiu aval do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para a venda do Parque Prudente à J3.

Fertilizantes Heringer
A Fertilizantes Heringer (FHER3) comunicou seus acionistas e mercado em geral que a assembleia geral de debenturistas, realizada em 31 de março de 2016, aprovou a não declaração de vencimento antecipado da emissão, referentes ao exercício de 2015, e o pagamento pela companhia aos debenturistas de prêmio no valor de 1,50% sobre o saldo do valor unitário acrescido da remuneração em 31 de março de 2016 em cinco dias úteis contados da data da assembleia.

Banco do Brasil
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) rejeitou nesta quinta-feira um acordo com diretores do Banco do Brasil (BBAS3) no caso envolvendo o fundo Visanet. No caso foram acusados três diretores do banco, dentre os quais Fernando Barbosa de Oliveira e Paulo Euclides Bonzanini, por falta de diligência no exercício de suas funções.

As supostas irregularidades praticadas estão relacionadas às Ações de Incentivo do Fundo Visanet, incluindo antecipações de recursos à agência DNA Propaganda. Segundo a acusação, nos anos de 2003 e 2004, alterações nos procedimentos internos do banco teriam permitido que recursos financeiros fossem repassados à agência sem a definição prévia da ação de incentivo a que se destinava, dificultando a fiscalização sobre a utilização dos recursos.

Após serem intimados pela CVM, Fernando de Oliveira e Paulo Bonzanini apresentaram suas defesas acompanhadas de propostas de termo de compromisso prevendo o pagamento à Autarquia no valor individual de R$ 120 mil. Proposta que foi rejeitada pela autarquia, levando os dois a elevarem a proposta para R$ 250 mil, que está sendo rejeitada agora pela CVM.

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