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Ex-diretores da Petrobras abriram contas de R$ 108 milhões em Mônaco, diz Folha

Autoridades do principado acreditam que o dinheiro seja proveniente de desvios da estatal e bloquearam as contas de Renato Duque e Jorge Zelada

Renato Duque
(Divulgação/ Petrobras)

SÃO PAULO - De acordo com documentos enviados à Polícia Federal pelo principado de Mônaco, os ex-diretores da Petrobras (PETR3; PETR4), Renato Duque e Jorge Zelada, controlavam contas no país por meio de empresas situadas no Panamá. Segundo as informações publicadas na Folha de S. Paulo, há fichas de abertura de contas com a assinatura dos dois executivos, cópias de passaportes e até uma conta de luz no endereço de Zelada. 

Duque foi preso por acusação de ter transferido para Mônaco 20 milhões de euros, ou R$ 67,6 milhões que estavam na Suíça. Zelada, por sua vez, tem 12 milhões de euros, ou R$ 40,6 milhões, bloqueados em Mônaco. 

Os 32 milhões de euros - R$ 108,2 milhões - que estão em contas dos dois no principado foram bloqueados devido a suspeitas de que o dinheiro foi desviado de contratos da Petrobras. Os advogados de Duque e Zelada negam que seus clientes tenham contas no exterior. 

A constituição das empresas no Panamá, um paraíso fiscal na América Latina é uma estratégia comumente utilizada por receptores de dinheiro proveniente de corrupção, já que é mais difílcil descobrir quem é o verdadeiro dono da firma. 

 

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