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Moody's pode ser a primeira a tirar grau de investimento da Petrobras, diz JP Morgan

O JP destaca que as agência dão apenas até o fim do mês para que a Petrobras mostre algum avanço em relação à divulgação de seu balanço, caso contrário, o corte de rating é praticamente certo

Petrobras Gás - Bloomberg

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR3; PETR4) deve perder seu grau de investimento em pouco tempo. É o que avalia a equipe do JP Morgan em relatório divulgado na manhã desta sexta-feira (20). Tanto Moody's, quanto Fitch e Standard & Poor’s colocam a estatal brasileira apenas uma nota acima do patamar em que ela perderia o grau de investimento.

Neste momento, Fitch e Moody's mantêm a Petrobras em revisão para um possível rebaixamento, sendo que esta segunda deve ser a primeira a agir, escreveram os analistas. A advertência que o JP deixa é que os bancos brasileiros provavelmente irão emprestar dinheiro para a Petrobras e garantir a sua dívida com a dívida soberana.

Os analistas lembram ainda que a Fitch indicou em seu recente rebaixamento de rating que a nomeação de um novo CEO e CFO novo poderia levar à liberação das contas auditadas. Além disso, outro grande risco com baixos preços do petróleo é que a produção de petróleo diminui, reduzindo a receita e os lucros da empresa.

O JP destaca que as agência dão apenas até o fim do mês para que a Petrobras mostre algum avanço em relação à divulgação de seu balanço, caso contrário, o corte de rating é praticamente certo. "Claramente, o fator comum para todas as agências para um rebaixamento seria uma aceleração da dívida no caso de a empresa violar o pacto de covenants", escreveram os analistas.

Apesar desta perspectiva negativa, o JP Morgan mantém sua recomendação overweight (acima da média do mercado) para os ativos da estatal. Os analistas estão otimistas de que a Petrobras irá conseguir divulgar suas demonstrações financeiras auditadas e que mesmo que ocorra um downgrade, para eles apenas a Moody's rebaixaria o rating da companhia. Eles ainda afirmam que a Petrobras não deve deixar de pagar suas dívidas no médio prazo.

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