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Petrobras tem 32% de chances de declarar falência em 2 anos, diz estudo

Esse número é preocupante e mostra o quão "desbalanceada" a Petrobras se tornou nos últimos anos - se tornando a empresa mais endividada do mundo e a única petrolífera mundial

P-55 Petrobras
(Divulgação/Petrobras)

SÃO PAULO - Com uma dívida líquida astronômica, a Petrobras (PETR3; PETR4) tem 32,4% de chances de falir nos próximos dois anos, mostrou um estudo da Macroaxis. Esse valor é muito grande se comparado com outras petrolíferas do mesmo porte, como ExxonMobil (0,86%) e Chevron (8,96%). 

Esse número é preocupante e mostra o quão "desbalanceada" a Petrobras se tornou nos últimos anos - se tornando a empresa mais endividada do mundo e a única petrolífera mundial com uma relação entre dívida e geração de caixa, medida pelo Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) superior a 3 vezes. 

Mesmo com essa chance alta, ela não é considerada uma empresa de "grande risco" pela Macroaxis, que dá essa classificação apenas para empresas com mais de 90% de chance de falência - empresas com sérios problemas de caixa, que não conseguem sustentar pagamento de dívidas, como a OGX Petróleo (OGXP3). São mais de 150.000 empresas no radar da Macroaxis. 

A Petrobras gasta muito para manter sua política de preços, deficitária em diversos derivados de petróleo, e o seu programa de investimentos, o maior do mundo, ao mesmo tempo. A companhia, por causa do peso de sua dívida, já tem visto os custos de capital crescerem e a possibilidade de rebaixamento é cada vez mais presente. 

Ao mesmo tempo, os CDS (Credit Default Swaps), uma espécie de seguro contra calote, da Petrobras ocupam a terceira posição na lista de mais negociados do mundo. Isso mostra que a estatal não é avaliada positivamente pelo mercado, principalmente entre os investidores estrangeiros, grandes detentores de suas dívidas. 

 

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