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Compra de Petrobras é recomendada apenas abaixo de R$ 15, diz Brasil Plural

Banco inicia cobertura das ações da estatal com recomendação equalweight e preço-alvo de R$ 21

Petrobras 07 - Navio
(Divulgação Petrobras)

SÃO PAULO - Dos quatro principais pontos que guiam as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) - cenário macroeconômico, política brasileira, governança corporativa e o fundamento da empresa propriamente dito -, os três primeiros ainda não promovem catalisadores até 2014, aponta relatório do Brasil Plural de início de cobertura aos papéis da estatal. A primeira visão traz recomendação equalweight (desempenho em linha com a média) e preço-alvo de R$ 21,00 - dando potencial de alta de 16,02% em relação ao fechamento da última sexta-feira (11).

Mas sem o cenário macro, fatores políticos e a governança corporativa em pauta, os fundamentos levariam os analistas Andrew Muench e Diana Stuhlberger a sugerirem compra das ações preferenciais caso sejam cotadas abaixo de R$ 15. Ou seja, os papéis precisariam cair 17,13% em relação ao último fechamento. 

Os analistas comentam que ainda não são "compradores" de Petrobras por conta do elevado plano de investimentos da empresa, de US$ 237 bilhões em cinco anos, e que devem ditar o rumo do preço das ações. O plano prevê que 62% dos investimentos (o que equivale a R$ 25 por ação) irão para produção e exploração, que tem como meta alcançar 2,5 milhões de barris de óleo equivalente em 2016 - aproximadamente daqui a três anos. Outros 27% irão para o refino, transporte e marketing, que historicamente encontram problemas de deadlines e orçamento.

Apesar de não recomendar compra, por enquanto, eles também não indicam a venda porque numa conservadora estimativa da empresa de reservas de 13 bilhões de barris de óleo equivalente, sugere que o preço justo volte até R$ 15 por papel, e nesse ponto, eles recomendam compra. 

Olhando além de 2013
A visão dos analistas é que o leilão do pré-sal - marcado para 21 de outubro -, aumento da produção com a nova plataforma no segundo semestre deste ano, e a potencial elevação dos preços dos combustíveis até o fim de 2013 vão criar oportunidade de trading com as ações, mas que não serão os melhores incentivos de valor no longo prazo e eventual movimento dos papéis.

Ao invés disso, eles mostram-se mais focados em 2014, quando pensam que terão mais clareza sobre três pontos relevantes para o valuation da empresa: intenções políticas sobre a eleição presidencial de outubro do ano que vai, que vai diretamente influenciar a inflação, o real e o preço do combustível; a meta de produção, que deverá ter o maior crescimento a partir de 2014, com expectativa de expansão entre 5% e 6% ao ano; e o início da primeira etapa da operação da Refinaria Abreu e Lima, em novembro do ano que vem. 

 

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