Em petrobras

Ações da Petrobras sobem mais de 5% após reajuste no preço do diesel

Petrolífera surpreendeu na véspera ao elevar o preço do diesel em 6%; último reajuste ocorreu no fim de junho

Petrobras 02 - Fábrica
(Divulgação Petrobras)

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR3, PETR4) surpreendeu o mercado na noite de quinta-feira (12) ao reajustar o preço do diesel e os investidores respondetam rapidamente.

As ações da petrolífera encerraram o pregão com valorização de 5,63% para os ativos PETR3, aos R$ 20,25, e de 5,22% para os PETR4, aos R$ 19,55. A forte alta dos papéis da petrolífera contribuíram para a valorização do Ibovespa, que encerrou a sessão com ganhos de 1,70%.

Vale mencionar que as ações preferenciais da companhia chegaram a registrar alta de 5,71%, negociadas a R$ 19,64, em sua máxima no intraday. Já as ordinárias PETR3 atingiram em sua máxima no pregão avanço de 6,21%, cotadas a R$ 20,36. 

A empresa anunciou um ajuste de 6% no preço do diesel, sem incidência do CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), PIS/Cofins e também do ICMS. Para o consumidor final, a alta deverá ser de apenas 4%. A justificativa da empresa continua a ser a busca pela paridade dos preços com o praticado no mercado internacional. 

"Acreditamos que o incremento no preço do diesel é um catalisador positivo para a Petrobras e suas ações", avalia a equipe da XP Investimentos, em relatório. Os analistas elogiam o fator surpresa e avaliam que o reajuste veio num momento necessário para a empresa, já que ela é a detentora dos maiores custos no segmento de abastecimento.

Por outro lado, a política de preços continua defasada, com preços da gasolina 11% acima do mercado internacional e 10% para o diesel, alerta. Mesmo assim, eles lembram que esse é o momento ideal para se fazer os ajustes, já que a inflação está sob controle e a estatal possui uma necessidade grande de geração de caixa, conforme mostrada no Plano de Negócios 2012-2016.

Último reajuste foi em junho
O último reajuste anunciado pela Petrobras foi anunciado no final de junho, quando elevou o preço da gasolina em 7,83% e o do diesel em 3,94%. Entretanto, a medida foi considerada tímida pelo mercado e as ações despencaram cerca de 9% no pregão seguinte.

 

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