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Sobe em 5% o percentual de venda no varejo de materiais de construção, destaca Flavio Maluf

A região que apresentou o resultado mais positivo no mês de abril foi a Sudeste — com uma alta de 10% nas vendas em relação a março.

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Boas notícias para a indústria de materiais de construção: as vendas no varejo do setor apontam um crescimento de 5% no mês de abril na comparação com março e, ainda, de 4% em relação ao mesmo mês do ano passado. As informações são da Pesquisa Tracking Mensal, realizada pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). O levantamento coletou os dados de 530 lojistas de todo o Brasil, entre os dias 23 e 30 de abril, salienta o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

Vale ressaltar que, no acumulado do ano, o setor de materiais de construção apresentou alta de 2% e, nos últimos 12 meses, um crescimento de 4%.

Levantamento por região

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No que se refere ao desempenho individual de cada região brasileira, foi o Sudeste que se destacou. A região apresentou o resultado mais positivo no mês de abril, com uma alta de 10% nas vendas em relação a março. Em seguida aparecem as regiões Centro-Oeste, Sul e Nordeste com crescimento de 7%, 5% e 4%, respectivamente. A região Norte, por sua vez, registrou desempenho estável, ou seja, sem alta nem queda.

Preocupação

A região Sudeste do Brasil é a segunda menor do país, ela é formada apenas por quatro estados — Espírito Santo (ES), Minas Gerais (MG), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP) — ficando atrás somente da região Sul, composta por Rio Grande do Sul (RS), Santa Catarina e Paraná (PR). O desempenho do Sudeste no varejo de materiais de construção nos próximos meses, porém, preocupa o presidente da Anamaco, Cláudio Conz.

Flavio Maluf reporta a previsão de Conz: que o setor seja fortemente influenciado pelo regime de substituição tributária em São Paulo. O Estado estipulou, desde o mês de fevereiro, alíquota única de 75% para cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da maioria dos materiais de construção.
“Cerca de 70% dos nossos produtos terão reajustes de preços em função do aumento de impostos. O cálculo do ICMS está muito acima do que vem sendo praticado pelo varejo. Essa mudança pode desacelerar nosso setor em um momento que deveria ser de retomada”, manifestou Cláudio Conz.

O presidente da Anamaco informou, também, que em março e abril já houve um aumento de preços ao consumidor paulista de 4% na maioria dos produtos. “Abril, que é um mês que tradicionalmente representa bom desempenho de vendas para o setor, foi prejudicado, pois a expectativa era muito positiva para o mês. O preço final dos produtos deve aumentar ainda mais 4% para o consumidor final com esses novos índices até o fim de maio”, alertou Conz.

Os entrevistados da Pesquisa Tracking Mensal da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção foram questionados sobre o regime de substituição tributária — 66% dos participantes na região Sudeste brasileira declararam que gostariam que o governo extinguisse o regime em vigor e voltasse ao sistema tradicional de crédito e débito, pontua o empresário e executivo Flavio Maluf. Esse número, em âmbito nacional, ficou na casa dos 63%.

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Otimismo, investimentos e intenção de contratar

Segundo a pesquisa da Anamaco, o otimismo com relação ao governo federal nos próximos 12 meses registrou uma queda de 8% no mês de abril; 47% dos respondentes do levantamento pretendem realizar investimentos nesse mesmo período; já a intenção de contratar novos funcionários permaneceu estável, conforme a Tracking Mensal.

Sobre a Anamaco

A Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção foi fundada em 1984. A entidade sem fins lucrativos funciona como interface entre os órgãos governamentais e as Associações dos Comerciantes de Material de Construção (Acomacs), as Federações das Associações dos Comerciantes de Material de Construção (Fecomacs) e as demais entidades, fabricantes e comerciantes de material de construção de todo o Brasil. ?

“O nosso papel é desenvolver ações junto ao poder público apresentando sugestões e projetos que têm por objetivo aumentar as vendas de material de construção, promovendo o desenvolvimento do setor e do país como um todo. ? A Anamaco também promove discussões em torno de assuntos que podem interferir diretamente na cadeia produtiva da Construção, como questões ligadas à tributação, projetos de lei etc.”, descreveu o portal oficial a Associação Nacional (www.anamaco.com.br).

O site da entidade ainda afirma que, “com cerca de 134 mil lojas em todo o país, o setor de material de construção é parte integrante do complexo denominado de ConstruBusiness, que representa 9,1% do PIB brasileiro. Cada R$ 1 produzido na construção gera R$ 1,88 na produção do país”.

Também segundo informações do portal da Anamaco, a cadeia da construção é o quarto maior gerador de empregos do Brasil e remunera seus trabalhadores 11,7% mais do que os outros setores da economia, conclui o presidente das empresas Eucatex Flavio Maluf.

Website: https://flaviomalufoficial.com/