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Microempresas implementam ferramentas de tecnologia para facilitar a gestão financeira do negócio

Além da profissionalização do negócio, as microempresas também têm buscado plataformas e sistemas que otimizem a gestão das finanças e das cobranças.

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O primeiro trimestre de 2019 registrou um aumento significativo na taxa de desemprego em comparação ao período anterior. O crescimento foi registrado em 14 das 27 unidades federativas do Brasil, como apontam os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Assim, a dificuldade de conseguir um trabalho formal, a saturação de algumas áreas e o desejo de trabalhar por conta própria faz com que muitas pessoas decidam abrir pequenos e médios negócios ou até mesmo oferecer serviços atuando como freelancer. E é nesse cenário que a formalização do registro de MEI se apresenta como alternativa para fugir do desemprego e se tornar um profissional autônomo.

O registro de microempreendedor individual fez com que muitos profissionais, que antes tinham dificuldades para formalizar e legalizar suas atividades, tivessem a oportunidade de ser reconhecidos como pequenos empresários. Já são mais de 8 milhões de pessoas cadastradas na plataforma, segundo o Portal do Empreendedor.

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Mas, além da profissionalização do negócio, as microempresas também têm buscado plataformas e sistemas que otimizem a gestão das finanças e das cobranças.  

Pequenas empresas usam a tecnologia a seu favor

Os pequenos empresários lidam diariamente com demandas relacionadas à gestão do negócio. Por isso, quem se torna MEI pode encontrar dificuldades para cuidar de forma integral de todas as fases do negócio, como a criação de produtos e serviços, a divulgação, a venda e o recebimento. Logo, facilitar as cobranças é um dos fatores que podem impactar o controle administrativo, já que 34% do consumo das famílias brasileiras é feito por meios eletrônicos de pagamento, segundo pesquisas.

Esse foi um dos motivos que levou o diretor técnico da Quality Power, Fernando Santos, empresa de prestação de serviços a procurar um intermediador de pagamentos. O negócio presta serviços na área de energia estabilizada, que trabalha com nobreaks, estabilizadores e infraestrutura elétrica e atua em todo o estado de Goiás. Com a ferramenta, as transações ganharam facilidade. “De onde você está, é possível acessar a plataforma e formalizar a forma de recebimento, independente do tipo de máquina que for utilizada. Além disso, recebemos toda as informações de movimentação por e-mail. É uma ótima solução para empresas MEI, como nós”, afirma Fernando.

Além disso, depender de instituições bancárias torna a realização da gestão do negócio mais difícil. Outro fator importante é que os valores cobrados por bancos costumam ser mais altos do que um intermediador de pagamento, como afirma Rebecca Ortiz, que comanda a academia “Irmãos CrossFit”, em São Paulo, junto com seus irmãos. “Antes, utilizávamos o boleto de um banco, mas as ferramentas eram difíceis e não era possível alterar as datas de vencimento sem pagar por isso. Tudo era pago, até mesmo para fazer um cancelamento. Isso dificultava nosso trabalho e fazia com que perdêssemos muito tempo e dinheiro”, pontua a gestora.

Dessa maneira, contar com a tecnologia ainda pode ser fundamental para a produtividade. Para os sócios-proprietários do grupo de comunicação e tecnologia de São Paulo, o E-mais, Danilo Puglisi e Eduardo Neaime optar por um sistema de pagamentos se mostrou essencial. “Quando a nossa demanda aumentou, tivemos bastante dificuldade em cuidar da gestão dos recebimentos. Chegou um momento em que perdíamos mais tempo com o administrativo do que com o negócio em si”

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Portanto, esse fator vale especialmente para pequenos empreendedores, que podem encontrar dificuldades para realizar a gestão do fluxo de caixa. Utilizar essa tecnologia também pode diminuir o gasto de tempo e dinheiro pelo MEI, além da possibilidade de fornecer diferentes formas de pagamento, como o boleto bancário ou o cartão de crédito.

Além das cobranças, a tecnologia também está sendo usada para áreas como a segmentação de mercado, atendimento ao cliente e legalização do empreendimento.

Registro de MEI pode trazer facilidades para quem deseja empreender

O MEI é um regime jurídico menos burocrático e tributado em comparação ao sistema tradicional. Além disso, esse padrão de empresa pode ser formalizado por qualquer pessoa física, desde que ela preencha alguns requisitos, como não ultrapassar a renda anual de R$ 81 mil reais no negócio ou não ser sócio de outra empresa. Dessa forma, pequenos e médios empreendedores passaram a ter acesso a CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), emissão de notas fiscais e acessos a benefícios previdenciários.

Para realizar o cadastro, é preciso ter em mãos os documentos como: CPF,  RG, comprovante de residência, título de eleitor e a última declaração do Imposto de Renda, para quem é declarante. O processo é gratuito e, para realizá-lo, é preciso seguir os passos descritos na plataforma do Portal do Empreendedor, no site do Sebrae.

Em 2019, o MEI passou por mudanças nas categorias e nos valores de contribuição. Atualmente, ele ainda precisa se enquadrar em um regime tributário simplificado, chamado de Simples Nacional. Caso os empreendedores optem por essa modalidade, são isentos de pagar oito tributos (IRPJ, CSLL, PIS/PASEP, Cofins, IPI, ICMS, ISS e CPP). Dessa forma, é necessário realizar o pagamento mensal para cobrir o INSS, ICMS e ISS. O INSS é referente a 5% do salário mínimo, o ICMS custa R$ 1,00 para comércio e indústria e o ISS tem o valor de  R$ 5,00 sem alteração para prestação de serviços. A cobrança é realizada por meio da DAS (Documento de Arrecadação do Simples).

Como o MEI contribui para o INSS, ele possui direito a aposentadoria por idade e por invalidez, salário maternidade, pensão por morte, auxílio doença e auxílio reclusão. A família também possui direito a alguns dos benefícios fornecidos ao microempreendedor individual, como pensão por morte e auxílio reclusão. Porém, é necessário observar o período mínimo de contribuição e de carência.

Se você está avaliando a possibilidade de formalizar o seu negócio, saiba aqui por onde começar a abrir uma microempresa!

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