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Finanças pessoais: ainda é possível cortar despesas?

Instituições Financeiras Cooperativas seguem na contramão do mercado, com tarifas e taxas mais baixas que bancos

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A receita é bem conhecida: em momentos de crise é preciso apertar o cinto, reduzir as despesas e otimizar recursos. Mas, após quase dois anos de recessão, é necessária atenção redobrada com as contas para eliminar gastos que podem estar embutidos ou escondidos, como as tarifas bancárias, por exemplo.

Enquanto os pacotes de serviços dos maiores bancos brasileiros podem custar até R$ 99 mensais as instituições financeiras cooperativas surgem como uma opção para reduzir essas taxas de pessoas físicas e jurídicas. De acordo com Adilson Felix de Sá, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, as tarifas no Sicredi custam, em média, 88% da média cobrada pelo mercado. “A diferença é que o cooperativismo visa o desenvolvimento mútuo e não o lucro. Operamos com taxas mais baixas justamente por acreditar que os produtos financeiros não devem onerar os associados/correntistas, mas sim permitir seu desenvolvimento”, comentou.

Há dois anos, o contador Luiz Fernando Marins Alves colocou essas despesas na ponta do lápis e optou por uma cooperativa de crédito e investimento para fazer a gestão financeira de sua empresa de contabilidade. “Em janeiro de 2013 eu estava procurando uma outra opção financeira, pois meu banco não atendia minhas demandas com a atenção e a rapidez que eu precisava. Um colega me apresentou ao Sicredi e, desde então, sou associado”, explicou ele.

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Até os colaboradores da Martins Alves Contabilidade aderiram ao cooperativismo depois de conhecer de perto o modelo de negócio. “São diversas as vantagens de uma cooperativa de crédito e investimento. Meu gerente do Sicredi conhece e entende nossas demandas. Em um banco tradicional isso é praticamente impossível de acontecer, pois os clientes são meros números”, comentou o Luiz Fernando, que reduziu significativamente as despesas mensais ao passar suas cobranças para o Sicredi.

Resultados compartilhados

Além das taxas mais baixas, em média, 23% do custo anual com tarifas é devolvido ao associado em forma de distribuição das sobras (os lucros da cooperativa). Isso faz com que o custo final represente 68% do custo médio de mercado. Adilson Felix de Sá explica que esse é um dos grandes diferenciais de uma cooperativa: a participação. “Mais do que um cliente, ao se associar ao Sicredi a pessoa se torna também dono do negócio e compartilha os resultados de forma proporcional aos investimentos e à sua movimentação financeira”, explica.

As sobras são distribuídas anualmente, após o período de assembleias, momentos onde o associado é chamado a dar sua opinião na gestão do negócio e a votar nas deliberações encaminhadas. O correntista e associado pode participar de maneira democrática no direcionamento do negócio, com total transparência por parte da Instituição.