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Engenheiros fazem projeto de aplicativo de carona para universitários

Ex-alunos da Universidade Tecnológica Federal do Paraná preparam projeto de um aplicativo de carona para ajudar universitários nos desafios da mobilidade.

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Os grupos de carona no WhatsApp são figuras carimbadas entre os universitários no Brasil. Afinal, é muito comum que os estudantes morem longe de suas universidades, em bairros distantes e até mesmo em outras cidades.

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Observando esse desafio, os engenheiros de produção Gustavo Medeiros e Luan Scalon decidiram elaborar um projeto de viabilidade econômica de um aplicativo de carona para universitários.

O projeto foi escolhido para ser o trabalho de conclusão de curso deles, que se formaram no meio do ano de 2019 na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, na cidade de Ponta Grossa.

Gustavo conta que durante algum tempo usava constantemente um aplicativo de carona, pois sua namorada estava morando em Curitiba, a aproximadamente 120 Km de Ponta Grossa. “Após voltar de uma dessas viagens, eu cheguei em casa e antes de dormir pensei que podia fazer um app para dentro da cidade”.

“À princípio, pensamos em fazer somente um aplicativo de carona para dentro da cidade, mas percebemos que a ideia poderia dar mais certo se focarmos em um público e, sendo universitários, percebíamos a dificuldade que tínhamos com a questão da mobilidade”, conta Gustavo.

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Transporte público ineficiente e dificuldade para combinar carona

Luan, que entrou no projeto durante as aulas para o trabalho de conclusão, conta que a cidade de Ponta Grossa tem um transporte público bem precário e caro. “Muitos universitários não tem grana, são de fora e precisam reduzir seus custos”.

Para Gustavo, o maior desafio dos universitários em relação à mobilidade urbana é a ineficiência do transporte público, que, segundo ele, dá poucas opções e está sempre lotado em momentos de pico. Além da dificuldade de se combinar as caronas.

“Sempre que ia de carro para universidade, gostava de dar carona. No entanto, em dias que saia com pressa era muito difícil combinar com os meus amigos. Além disso, o transporte público no Brasil não é um dos melhores. Na nossa universidade são poucos ônibus e eles estão sempre lotados nos horários de pico”.

Gustavo explica que um serviço de transporte compartilhado melhora outros pontos na vida do cidadão, como o meio ambiente, o trânsito e também o bolso dos motoristas, que conseguem rachar o preço do combustível.

Como fazer dinheiro com caronas?

Os engenheiros explicam que o aplicativo não nasceria para ser uma fonte de renda para motoristas. O foco do app é facilitar a vida dos universitários e poupar dinheiro de quem dá a carona.

O aplicativo funcionaria da seguinte forma. O “caroneiro” informa no app que precisa estar na universidade às 8 horas. Então, ele será conectado com alguém que informa que chegará por volta do mesmo horário no local. “Além disso, queremos que motoristas e caroneiros sejam conectados através de amigos e gostos em comum, que serão acessados através do Facebook após o aceite dos termos de uso”.

Do lado do app, o ponto chave do projeto foi entender como a empresa se sustentaria. Gustavo conta que ele e seus parceiros ficaram horas pensando para entender como precificar as caronas.

Assim, decidiram que o preço da corrida seria baseado no rendimento do carro e no preço médio da gasolina. Cada “caroneiro” só pagaria pelo trajeto que percorreu, além de uma taxa de 5% sobre esse valor, que iria para o próprio app.

“Para incentivar que os motoristas consigam cada vez mais caroneiros, definimos que o custo da viagem dele seria menor a cada pessoas que ele conseguisse. Assim, se ele dá carona para quatro pessoas, o valor seria rateado 25% para cada um e ele não pagaria nada. Se ele conseguisse três, seria 32% para cada caroneiro e ele pagaria só os 4% que sobraram”.

Segundo a pesquisa que eles realizaram, o aplicativo se viabilizaria economicamente por volta de dois anos e meio, tendo uma taxa de 25% de crescimento por mês no número de seus usuários. “Como nosso número inicial é bem baixo (18), esse crescimento de 25% fica plausível e fácil de atingir”, diz Luan.

Projeto do aplicativo de carona esbarra na tecnologia para sair do papel

Gustavo explica que o maior desafio dos dois ainda é encontrar um programador disposto a tirar o projeto do papel. Ele explica que em Ponta Grossa não há muitos profissionais disponíveis e tanto ele quanto Luan não são especialistas na área.

“Chegamos a encontrar três programadores, mas todos saíram por problemas pessoais (…) durante uma época vimos o aplicativo como nosso futuro emprego e trabalhamos muito para ele sair do papel, mas ainda temos essa dificuldade de encontrar um especialista”.

Apesar de já estarem no mercado, Gustavo e Luan ainda estão abertos para transformar o aplicativo em realidade. “Queremos botar a mão na massa, (…) sei que não é simples, mas caso aparecesse um programador disponível, com certeza abraçaríamos a causa”.

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