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Conteúdo sobre Lobby e Relações Governamentais ganha espaço com objetivo de mudar senso comum

Enquanto as propostas para regulamentação do lobby seguem em discussão no Congresso Nacional, profissionais de Relações Institucionais e Governamentais se organizam e trabalham para reverter imagem negativa

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O surgimento e consolidação de grupos, associações e entidades como iRelGov, ABRIG, Pensar Rel Gov e Mulheres em RelGov evidencia a movimentação que profissionais da área vêm fazendo na direção de uma atuação cada vez mais transparente nas relações entre os setores público, privado e a sociedade como um todo. 

Apesar da atividade de Relações Institucionais e Governamentais fazer parte, desde fevereiro de 2018, da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), esse profissional – que também pode, sem qualquer demérito, ser chamado de lobista -, ainda habita o imaginário popular como alguém que vai oferecer vantagens a agentes públicos em troca de favores, como aprovação de leis, por exemplo.

Para Gisela Martinez, da Antakly Martinez Public Affairs, “os controles mais rígidos relacionados à governança corporativa, como sistemas de compliance e leis anticorrupção, fizeram as empresas perceberam a importância de cuidar de seus relacionamentos institucionais e gerenciá-los de forma estruturada. Com isso, cresceu a demanda por profissionais especializados, capazes de conduzir agendas propositivas, estimular a criação de políticas públicas e promover a interlocução com agentes diversos”.

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A cientista política e coordenadora de Relações Institucionais e Governamentais Beatriz Falcão, da Dominium Consultoria Política, participou recentemente de um episódio do podcast Anticast, em que destacou aspectos menos conhecidos -e bem pouco glamurosos- da atividade: “O lobby envolve um trabalho minucioso de acompanhamento de reuniões de comissões, sessões no Congresso Nacional, tramitação de Projetos de Lei, audiências públicas e diversos outros eventos e acontecimentos que definem o rumo da pauta política”. Nesse cenário, Beatriz evidencia o papel da sociedade em uma democracia representativa “temos o poder, como eleitores, de acompanhar a pauta e organizar grupos de pressão quando houver discordância com os temas defendidos”.

Para quem se interessa pelo assunto e está disposto a mudar a percepção de que o lobby é nocivo, e restrito a grandes corporações, há muito conteúdo disponível, em formatos como podcasts, matérias jornalísticas, artigos acadêmicos e cursos de formação em diferentes níveis. Também é possível acompanhar e participar das discussões para regulamentação da atividade ou seguir, nas redes sociais, profissionais que discutem e compartilham suas visões sobre o tema.

Website: https://anticast.com.br/2019/10/anticast/anticast-408-lobby/