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Com 8,1% dos US$ 45 bilhões gerados pela Telecom, Internet movimenta mercado brasileiro

Em tendência de expansão, cenário de banda larga cresceu 276% no Brasil e tem destaque do segmento de provedores, que busca estratégias para se sobressair em competitividade

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O mercado de banda larga vem em tendência de expansão global e nacional nos últimos anos. Para se ter uma ideia, de 2007 até o final de 2018, o serviço cresceu, só em número de assinaturas fixas, 276% no Brasil, atingindo um total de 31,05 milhões de clientes, conforme dados da Anatel.

Ainda levando-se em conta o mercado brasileiro, hoje o país é um dos 20 mais populosos do mundo em assinaturas de banda larga, contabilizando 2,8% do total. A taxa de expansão anual média de usuários fica próxima ao número mundial, em 12,8% (frente aos 13% globais).

Já na América Latina o país possui o maior índice de crescimento em banda larga: uma pesquisa da Business Bureau coloca o Brasil à frente de vizinhos como Colômbia, México, Equador e Peru.

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Não por acaso, a movimentação financeira do setor no país é significativa. Levantamento da Frost & Sullivan mostra que a receita total de serviços de telecomunicações no Brasil deverá passar dos US$ 45 bilhões em 2022, e, nisto, a banda larga será o acelerador, tendo 8,1% de taxa média de expansão anual.

Um dos segmentos que mais tem chamado atenção neste cenário é o de pequenos e médios provedores, os chamados ISPs, que detêm, hoje, 6,1% do crescimento acumulado do setor, também de acordo com a Anatel. E nesta esteira, as empresas deste nicho têm buscado opções para se destacar e ampliar a competitividade.

Um caso é o da Renovare Telecom, provedora de serviços de internet na região do Vale dos Sinos e Grande Porto Alegre, que investiu na oferta de acesso direto a aplicações do Netflix, Facebook e Google por meio do uso de caches destes serviços globais em seus data centers.

Conforme Leonardo Arnold, diretor da companhia, o Google Global Cache (GGC) reduz a distância percorrida na internet para servir o tráfego da Google, pois os conteúdos mais populares (como os de aplicativos e atualizações Android, vídeos de YouTube, entre outros) são distribuídos de um cache local, recentemente posicionado na região da capital gaúcha, ao invés de terem que ser roteados por todo caminho até os data centers da matriz do Google. Isso reduz a latência (tempo de resposta) e melhora a experiência do usuário.

O mesmo ganho de qualidade ocorre, segundo o executivo, com a ativação dos equipamentos do Facebook, que melhoram a experiência dos usuários ao carregar imagens, fotos ou vídeos das redes sociais atreladas, ou durante o uso das aplicações WhatsApp e Messenger.

Os servidores de cache que agora estão nas dependências da Renovare podem armazenar mais de 400 terabytes de conteúdo dinâmico, e disponibilizam mais de 100 Gbps de tráfego à rede da companhia – dados importantes que são distribuídos a diversas regiões do Rio Grande do Sul, atendendo, inclusive, a outros provedores de serviço de internet do estado.

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De acordo com Arnold, essa ampliação melhora significativamente a experiência de navegação dos usuários e reduz o congestionamento dos links de trânsito nacional e internacional em vários níveis, uma vez que o conteúdo está disponível mais próximo do usuário final, dentro do Rio Grande do Sul, reduzindo o volume de dados que são descarregados a partir de São Paulo, ou, ainda, de outros países.

A novidade se soma aos outros caches e servidores que a Renovare já possui em sua sede, em Dois Irmãos-RS.

“Temos o compromisso de entregar um desempenho superior em internet, mas isso não se resume apenas a velocidade e disponibilidade”, ressalta Arnold. “Também investimos em soluções inteligentes em nossa infraestrutura, como no caso dos caches de Google, Netflix e Facebook, que são os serviços mais utilizados por nossos clientes”, finaliza.

Investimento que mira um dos grupos de maior crescimento, em receita e número de assinantes, no mundo. O chamado FAANG – Facebook, Apple, Amazon.com, Netflix e Alphabet (controladora do Google) – contabiliza, segundo informações do FBI, um valor de mercado que, se fosse um país, seria a quinta maior economia do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, China, Japão e Alemanha.

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