CEO da Mullen Lowe Brasil divulga pesquisa da Consumoteca sobre os efeitos da crise

Os efeitos da crise para os jovens da Geração Y, segundo estudo feito pela Consumoteca

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Considerados como um geração criativa, independente e aberta à inovações, os millenials brasileiros, também conhecidos como Geração Y, estão prestes a enfrentar um momento inédito em suas vidas: um período de grave crise econômica, noticia o publicitário da Mullen Lowe Brasil, José Borghi. Essa geração, que é composta por jovens nascidos entre meados das décadas de 80 e 90, cresceu após a estabilização do Plano Real, e cresceram em um Brasil próspero e em desenvolvimento. Portanto, nunca encararam uma crise nas proporções em que vivemos atualmente.

A partir desse cenário, a Consumoteca, uma instituição cujo foco está em entender o comportamento dos consumidores brasileiros, realizou uma ampla pesquisa com o intuito de descobrir como a geração Y está enfrentando esse período de crise. Como resultado, a Consumoteca descobriu que esses jovens, assim como as mulheres, estão sendo os mais afetados negativamente nesse período de instabilidade econômica.

De acordo com as estatísticas obtidas com o estudo, entre a camada da população que está sofrendo mais fortemente os efeitos da crise, 42% são jovens entre 18 e 24 anos. Logo em seguida, 31% são de jovens com idades entre 25 e 29 anos, noticia José Borghi, publicitário da Mullen Lowe Brasil. Para completar, a pesquisa também identificou que as mulheres são as mais prejudicadas, pois são 55%, enquanto os homens representam 45%, o que demonstra um problema recorrente da sociedade brasileira que é a desigualdade entre gêneros no mercado de trabalho.

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Segundo Michel Alcoforado, que além de antropólogo também é o sócio-fundador da Consumoteca, a maioria das empresas quando são forçadas a cortar os gastos, acabam optando por demitir as mulheres primeiro. De acordo com ele, isso acontece pois ainda é muito presente entre os brasileiros o pensamento de que é melhor demitir as mulheres pois elas logo irão engravidar, que elas precisam estar em casa para cuidar dos filhos ou ainda pelo fato de que as mesmas podem ser sustentadas pelos seus maridos.

Em outras palavras, o machismo permanece sendo um problema real na sociedade brasileira, algo que foi evidenciado através da pesquisa, a qual realizou entrevistas com mais de 1000 jovens, incluindo abordagens pela internet e pessoalmente, informa o publicitário da Borghi Lowe, atualmente conhecida como Mullen Lowe Brasil.

Ainda de acordo com o estudo, cerca de 11% dos jovens da Geração Y perderam os seus empregos com carteira assinada nos últimos dois anos. Como alternativa, os millenials estão investindo em abrir o seu próprio negócio e atuarem como empreendedores, ou então em virarem “concurseiros”, que são os jovens que se dedicam a estudar para os concursos públicos, destaca o CEO da Mullen Lowe Brasil, antiga Borghi Lowe.

Apesar de criativa e ávida por inovações, os efeitos da crise econômica estão fazendo com a Geração Y comece a dar mais valor para a estabilidade, o que explica essa tendência dos jovens em tentarem um emprego no setor público, noticia o publicitário da Mullen Lowe Brasil. Para Michel Alcoforado, isso pode acabar sendo uma grande perda para o país, que poderá ver desperdiçado o talento e a criatividade dessa geração.

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