Brasileira é eleita vice-presidente de comitê internacional para conservação de aves

Coordenadora geral e fundadora do Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, a bióloga Tatiana Neves foi eleita vice-presidente do Comitê Assessor do Acordo Internacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis (ACAP*).

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Coordenadora geral e fundadora do Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, a bióloga Tatiana Neves foi eleita vice-presidente do Comitê Assessor do Acordo Internacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis (ACAP*).

Há mais de 25 anos trabalhando pela conservação de albatrozes e petréis – grupo de aves mais ameaçado do planeta, Tatiana representará a América do Sul no mais importante órgão do acordo.

A nomeação aconteceu neste mês, em La Serena, no Chile, durante o encontro do ACAP. Reuniões significativas de outras partes do acordo também mostraram resultados, como a apresentação dos testes sobre o Lumo Lead*, que é uma medida para evitar a captura de albatrozes pela pesca testada pelo Projeto Albatroz no Brasil.

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Todos os representantes do grupo foram de comum acordo para a nomeação da coordenadora geral do Projeto Albatroz ocupar o cargo de vice-presidente do Comitê Assessor do ACAP. Antes de aceitar a função, Tatiana Neves recebeu o apoio de países como Argentina, Uruguai, Peru, Chile e Equador, além do aval do governo brasileiro. Para a presidência do comitê foi eleito Nathan Walker, pesquisador da Nova Zelândia. A brasileira Patrícia Serafini, que também estava presente no encontro, foi eleita vice- coordenadora do Grupo de Trabalho sobre Populações e Estado de Conservação.

O Comitê Assessor do ACAP é responsável pelas tomadas de decisão referente aos temas discutidos nos grupos de trabalhos. O de Capturas Incidentais discute os problemas causados pela interação dos albatrozes e petréis, principalmente com a pesca de espinhel e as medidas mitigadoras para diminuir os efeitos negativos desta relação. Já o Grupo de Populações aborda assuntos como monitoramento populacional e demográfico, tendências, locais de reprodução e ações de conservação.
Tatiana Neves disse ser um grande desafio a vice-presidência do Comitê Assessor do ACAP e afirmou estar honrada com a função. “Estou há muitos anos no ACAP e trabalho desde as primeiras reuniões que resultaram no acordo, então é uma grande honra. Aceitei o cargo com muita responsabilidade e me sinto feliz pela confiança depositada em mim e no meu trabalho”, finalizou.

ACAP
Assinado em 2001 na cidade do Cabo, na África do Sul, o Acordo Internacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis reúne diversos países que trabalham em conjunto para trocar informações e dados visando proteger as aves no mundo. O Brasil ingressou como membro em 2008.

Lumo Lead
O Lumo Lead é um tipo de peso seguro para a pesca de espinhel e, desde o ano passado, vem sendo testado pelo Projeto Albatroz como medida mitigadora. Com ele, a isca afunda mais rápido, o que diminui a captura incidental de albatrozes e petréis, além de garantir maior segurança no trabalho dos pescadores. Outro detalhe é que o Lumo Lead possui uma capa que fica fluorescente no escuro e assim pode atrair mais peixes no fundo do mar.

Projeto Albatroz
Nascido em 1990, em Santos (SP), o Projeto Albatroz atua com o objetivo de reduzir a captura incidental de albatrozes e petréis, aves oceânicas ameaçadas de extinção. Atualmente, além da base em Santos (SP), opera também em Itajaí (SC), Itaipava (ES), Rio Grande (RS) e Cabo Frio (RJ). Albatrozes e petréis sofrem especialmente devido à interação com espinhel pelágico, técnica de pesca industrial praticada em alto-mar para capturar peixes grandes como atuns, espadartes (meca) e tubarões. Ao tentarem comer as iscas lançadas ao mar, as aves ficam presas aos anzóis e morrem afogadas.
O Projeto Albatroz, com o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, trabalha em parceria com o Poder Público, empresas pesqueiras e pescadores para proteger os albatrozes e petréis, ao mesmo tempo em que colabora com a conservação da biodiversidade marinha. Suas principais linhas de ação são o desenvolvimento de pesquisas – que servem, entre outras coisas, para subsidiar políticas públicas (nacionais e internacionais)-, e a promoção de ações de educação ambiental junto às escolas, pescadores e ao público em geral.

Contato:
Marília Filgueira – mariliaf@projetoalbatroz.org.br
Leonar Franco – comunicação@projetoalbatroz.org.br
Telefone: (13) 3324-6008 ou (13) 99716-9888

Website: http://projetoalbatroz.org.br/

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