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Em paranapanema

Luiz Barsi vê small cap "extremamente atrativa" após visitar fábrica; ações disparam 27%

"Eu mesmo tenho pretensões de aumenta bastante minha posição acionária, já que o preço estimula direcionar mais investimentos na companhia", afirma

Luiz Barsi
(Rodrigo Paiva)

SÃO PAULO - As ações da small cap Paranapanema (PMAM3) chegaram a disparar até 32% nesta quarta-feira (13) após o megainvestidor Luiz Barsi divulgar uma análise da companhia em que afirma que, na cotação atual, a empresa "se apresenta como extremamente atrativa" para se investir.

Vale destacar que hoje os papéis PMAM3 têm um valor muito baixo, e estavam correndo risco até de serem suspensos pela B3 já que estavam há 11 pregões negociando abaixo de R$ 1,00 (pelas regras da bolsa, nenhuma ação pode ficar 30 pregões seguidos valendo centavos). Com a disparada de hoje, as ações saem da condição de "penny stocks".

Ele se mostra bastante animado com os papéis após visitar uma fábrica da companhia na Bahia. Segundo Barsi, a nova administração formatou um projeto de recuperação, envolvendo as áreas operacional, financeira, societária e administrativa, deixando para trás os problemas que abateram a empresa no governo do PT.

O megainvestidor destaca dois pontos de mudança. O primeiro envolve a conversão de grande parte da dívida da Paranapanema em participação acionária, com a emissão de debentures conversíveis, que foram transformadas em novos papéis, além de uma subscrição de ações, o que permitiu novas parcerias, como a com a Glencore.

Em um segundo movimento, a nova administração da empresa "revitalizou sua estrutura operacional", destaca Barsi. Houve um investimento de mais de R$ 150 milhões em mudanças de equipamento que apresentavam problemas, o que, segundo ele, permite agora que o processo produtivo da companhia ocorra "a todo vapor".

Barsi destaca também a mudança societária da empresa, que diante das mudanças feitas pela nova administração tem permitido, segundo ele, que acionistas da iniciativa privada passem a ocupar cargos que antes eram de grupos estatais. "Eu mesmo tenho pretensões de aumenta bastante minha posição acionária, já que o preço estimula direcionar mais investimentos na companhia", afirma o megainvestidor.

Por fim, ele destaca os desafios da companhia, que deve voltar a ter uma recuperação efetiva, passando a ter lucro, a partir de 2019. Enquanto isso, há um processo de litígio com o Santander, além da aprovação do pagamento de R$ 24 milhões em dividendos até o fim do ano que vem.

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