O menor custo do mercado

XP lança ETF que replica o desempenho do Ibovespa na 2ª feira, com taxa de 0,15% ao ano

Produto será o sétimo negociado na B3 com o objetivo de entregar ao investidor o retorno do principal índice da Bolsa brasileira

SÃO PAULO – O investidor brasileiro vai contar com mais uma alternativa para investir no Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira. A partir da próxima segunda-feira (21), começa a negociação na B3 do Trend ETF Ibovespa Fundo de Índice, negociado sob o código “BOVX11″. O produto, da XP Inc., terá valor inicial próximo de R$ 13 e taxa de administração de 0,15% ao ano.

Atualmente, existem outros seis fundos de índice que replicam o Ibovespa na Bolsa brasileira: o BOVA11, da BlackRock, que é o maior do mercado; o BOVV11, da Itaú Asset; o BOVB11, da Bradesco Asset; o BBOV11, do Banco do Brasil; o XBOV11, da Caixa Econômica Federal; e o mais novato, o SAET11, do Safra.

As taxas de administração variam de 0,18%, no caso do ETF do BB, a 0,50%, no produto da Caixa. Os ETFs de Ibovespa da BlackRock e da Itaú Asset cobram 0,30% ao ano, o do Safra, 0,25%, enquanto a taxa do produto da Bradesco Asset corresponde a 0,20% a.a.

Danilo Gabriel, sócio-gestor de fundos indexados da XP Asset, ressalta que o diferencial do BOVX11 está no preço de entrada acessível e na taxa de administração, que podem oferecer um produto diversificado e com foco no longo prazo.

“Hoje, os dois maiores produtos ligados ao Ibovespa estão nas mãos de investidores institucionais. E quase metade da nossa grade é de investidores de varejo que estão buscando diversificação”, afirmou, em entrevista.

De acordo com informações da B3, os investidores institucionais respondiam em maio por 73,6% do volume em custódia dos ETFs, bem acima dos 19,5% das pessoas físicas.

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Existem hoje 34 ETFs de renda variável na Bolsa e sete, de renda fixa.

Esse será o oitavo fundo de índice lançado pela XP, que ingressou no mercado em novembro com o ETF XFIX11, com foco em fundos imobiliário, em um universo que supera R$ 1,1 bilhão de patrimônio na casa. Até agora, todos os ETFs da casa são de renda variável e seis replicam índices internacionais.

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Gabriel disse que a XP deve aumentar o número de lançamentos de ETFs no segundo semestre e que gostaria de oferecer pelo menos um produto todos os meses.

Apesar de não dar detalhes sobre os próximos lançamentos, o sócio-gestor afirmou que a equipe está mais focada em oferecer outras opções de índices do mercado internacional, especialmente por causa da inovação e do maior leque de alternativas.

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